Ícone do site Nova Iguassu Online

MPRJ denuncia 6 PMs por peculato e furto cometidos na megaoperação

Imagem da câmera corporal mostra policial do Batalhão de Choque pegando o fuzil no meio da rua — Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 6 PMs, em 2 inquéritos distintos, por furto e peculato cometidos durante a Megaoperação Contenção, de 28 de outubro, nos complexos da Penha e do Alemão.

Na última sexta-feira (28), 5 deles foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar. O Fantástico do último domingo (30) divulgou as imagens de câmeras corporais que embasaram a prisão e as denúncias.

Quem são os denunciados

O MPRJ não informou o nome do 6º denunciado.

🔎Peculato é um crime praticado por um funcionário público que se apropria indevidamente de dinheiro, valores ou bens públicos que estejam sob sua posse em razão do cargo, ou os desvia.

Subtração de fuzil no Complexo do Alemão

A 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou Marcos Vinicius e Charles William por peculato, após a subtração de um fuzil semelhante ao modelo AK-47, escondido no interior de uma residência onde cerca de 25 homens já haviam se rendido.

As imagens das câmeras corporais mostram que Marcus Vinícius arrecadou o armamento e, em seguida, se afastou do grupo de policiais responsáveis pela contabilização dos materiais apreendidos.

Minutos depois, ele se reuniu com Charles William, e ambos ocultaram o fuzil dentro de uma mochila, sem registrá-lo entre os itens oficialmente apreendidos ao final da operação. A denúncia foi ajuizada na sexta-feira.

Imagem da câmera corporal mostra sargento do Batalhão de Choque retirando a tampa do motor de um carro — Foto: Reprodução

Furto e desmanche de veículo na Vila Cruzeiro

Já a 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou, em outro inquérito, Marcelo Luiz, Eduardo, Diogo e outro policial pelo crime de furto qualificado decorrente do desmanche de uma Fiat Toro na Vila Cruzeiro.

Segundo as investigações, Eduardo subtraiu o tampão do motor, o farol e as capas dos retrovisores, enquanto Marcelo Luiz e o outro PM garantiram condições para a prática criminosa, inclusive tentando impedir o registro das ações pelas câmeras corporais. A denúncia foi ajuizada no sábado (29).

Processo administrativo e investigação

A Polícia Militar informou que os agentes responderão a processo administrativo disciplinar, além das ações na esfera judicial, e que os agentes podem ser expulsos.

A corporação disse que cinco deles estão presos na unidade prisional da PM, e que o sexto acusado foi afastado das atividades externas.

As investigações continuam para apurar se outros policiais agiram fora da lei durante a operação.

“A imagem também vai servir para proteger o bom policial e expor o mau comportamento”, disse a porta-voz da corporação, Claudia Moraes.

A PM declarou que não compactua com possíveis desvios de conduta, punindo com rigor os envolvidos quando os fatos são constatados.

A defesa do sargento Diogo da Silva Souza disse que a prisão foi desnecessária e que está estudando as medidas cabíveis.

Sair da versão mobile