Morre Cabo Anselmo, agente da ditadura infiltrado nos grupos de esquerda, aos 80 anos

março 16, 2022 /

 

Militar chegou a treinar em Cuba, teve seus direitos políticos cassados, mas, depois de preso, passou a colaborar com os militares do regime

José Anselmo dos Santos, conhecido como cabo Anselmo, morreu na noite de terça-feira (15) no hospital São Vicente, em Jundiaí (SP), no interior de São Paulo. Pessoas próximas a ele confirmaram à coluna a morte do ex-agente, mas pediram anonimato. Ele estava com 80 anos e morreu devido a complicações causadas por cálculo renal.

Ele ficou conhecido nacionalmente depois que se tornou um agente infiltrado da ditadura militar nos grupos guerrilheiros. A trajetória de Anselmo, que se tornou o principal colaborador dos órgãos de repressão do regime militar é revisitada no livro “O Massacre da Granja de São Bento” do jornalista pernambucano Luiz Felipe Campos.

Acredita-se que ele se tornou agente da ditadura após ser preso em SP em 1971, mas há desconfiança entre ex-presos políticos de que ele já atuava para a repressão política antes disso.

A obra relembra a operação que resultou na morte de seis militantes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), em janeiro de 1973, no Grande Recife, e teve participação decisiva do agente duplo. Na ocasião, foi assassinada até a então companheira de Anselmo, Soledad Barret Viedma.

Com informações da repórter Juliana Dal Piva, do UOL

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.

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