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Morre Benito di Paula, grande nome da música popular brasileira

Benito Di Paula
Assessoria de imprensa do músico informou que ele tratava um câncer há cerca de um ano

Morreu no domingo, 18, aos 84 anos, o cantor, compositor e pianista Benito di Paula. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do músico, que informou que ele tratava um câncer há cerca de um ano. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

Benito, cujo nome de batismo é Uday Vellozo, nasceu em Nova Friburgo (RJ), em 28 de novembro de 1941 e tornou-se um dos grandes nomes da música popular brasileira entre as décadas de 1970 e 1980.

Como pianista, ele ficou famoso por levar romantismo ao samba, com influências do jazz e do bolero, se tornando o principal representante do estilo que foi apelidado de “samba-joia” e chamado de vertente mais comercial do samba.

Benito mudou-se ainda jovem para Santos, no litoral paulista, onde começou a realizar shows em casas noturnas. Seu primeiro grande sucesso veio em 1969 com “Canção para o nosso amor”, que foi trilha sonora da novela “Nino, o Italianinho”, da TV Tupi.

Mas ele ganhou maior projeção com “Retalhos de Cetim”, de 1973, que depois foi seguida por sucessos como “Violão Não Se Empresta a Ninguém”, “Charlie Brown”, “Se Não For Amor”, “Mulher Brasileira” e “Vai Ficar na Saudade”.

Homenagem

Em 2025, Benito di Paula foi homenageado pela escola de samba Águia de Ouro, em São Paulo. Com o enredo “Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do Jeito que a Vida Quer”, a agremiação levou para a avenida referências à vida, à obra e à trajetória do artista, celebrando sua contribuição para a música brasileira.

A Águia de Ouro contou com a presença de Benito di Paula, que, aos 83 anos, percorreu o Sambódromo do Anhembi no último carro alegórico da escola. A alegoria chamou a atenção por trazer um boneco gigante em referência ao cantor e ao sucesso “Charlie Brown”, uma de suas músicas mais conhecidas. A homenagem destacou a relação entre a história do sambista e as canções que marcaram sua carreira, aproximando sua trajetória artística do universo do Carnaval.

Na ocasião, o sambista falou sobre a emoção de receber a homenagem da Águia de Ouro e destacou a grandiosidade da alegoria que fazia referência a um de seus sucessos. “Não tem nem como explicar esse carro lindo do Charlie Brown”, afirmou Benito di Paula ao gshow.

Apesar da homenagem ao artista, a Águia de Ouro terminou a apuração em sétimo lugar na disputa pelo Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. O desfile, no entanto, teve Benito di Paula como um dos destaques, celebrando sua história e sua contribuição para a música brasileira.

Benito participou no carnaval também do desfile da Mangueira em 2015, quando a escola levou o enredo “Agora chegou a vez, vou cantar: Mulher de Mangueira, Mulher Brasileira em primeiro lugar”. A letra do samba foi em referência a sua famosa música e o cantor participou do desfile. 

Por meio de nota, o Governo do Estado lamentou a morte de Benito di Paula: 

“A notícia da morte de Benito di Paula, um dos grandes nomes da música popular brasileira, causa profunda tristeza. Sua voz marcante e o seu talento deram vida a canções que atravessaram gerações e conquistaram um lugar especial na história da nossa cultura. O Governo do Estado do Rio de Janeiro manifesta solidariedade aos familiares, amigos e fãs de Benito di Paula.”, concluiu. 

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