Ministério Público do Rio de Janeiro encerra órgão que investiga rachadinhas

março 4, 2021 /

Em decisão publicada no Diário Oficial do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) desta quinta-feira (4), foi determinado o fim do Grupo de Atuação Especializada e Combate à Corrupção (Gaecc). O órgão foi responsável pela investigação da suspeita de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual no Rio.

Os trabalhos do Gaecc vão para um departamento a ser criado dentro do Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Uma resolução assinada pelo procurador-geral de Justiça do RJ, Luciano Mattos, revoga outra, de 2016, que havia criado o Gaecc. Essa reorganização dos grupos de atuação do MPRJ tira, na prática, a autonomia dos membros do Gaecc, uma vez que todas as organizações terão que se submeter à coordenação do Gaeco. 41 inquéritos envolvendo o Gaecc que vão para o novo núcleo já nesta quinta-feira.

Além disso, um Coordenador-Geral de Atuação Coletiva Especializada, ainda não nomeado, também será consultado antes de uma tomada de decisão.

A resolução diz que o novo órgão “atuará no combate às milícias, ao tráfico de drogas e à lavagem ou ocultação de bens” e também ficará responsável por investigar crimes contra a administração pública, como os relacionados a licitações.

Aloma Carvalho