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Ministério da Saúde oferta tecnologia inovadora para detecção precoce de câncer de colo do útero no Rio de Janeiro

Medida do Agora Tem Especialistas será implementada em 12 estados de forma gradativa. No Rio de Janeiro, o teste beneficia, inicialmente, mulheres da capital fluminense. Foto: Luís Ferreira/MS.

OMinistério da Saúde iniciou, nesta sexta-feira (15), a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um método moderno e inovador que representa um avanço para o rastreamento organizado do câncer de colo do útero.  Ofertada inicialmente em 12 estados brasileiros, a tecnologia 100% nacional detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV), identificando a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais. A oferta possibilitará o rastreamento precoce em cerca de 5,6 milhões de mulheres em cinco anos, nos estados nos quais a iniciativa já começa a ser oferecida gradualmente. No Rio de Janeiro, o novo teste vai beneficiar, neste período, mais de 1,8 milhão de mulheres da capital fluminense.

O lançamento da iniciativa no estado ocorreu na Clínica da Família Maria do Socorro, na Rocinha e na Clínica da Família Zilda Arns, no Morro do Alemão, com a presença da diretora do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Ângela Fernandes Leal, e do diretor de Programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Rodrigo Oliveira.

O estado integra o grupo de 12 contemplados por já contar com serviços de referência para colposcopia e biópsia, garantindo fluxo assistencial completo para mulheres com resultados alterados. Além do Rio de Janeiro, a iniciativa já começa a ser oferecida gradualmente em Pernambuco, São Paulo, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, além do Distrito Federal.  

“A partir de hoje, estamos implementando essa nova forma de diagnóstico e prevenção do câncer do colo do útero em 12 estados brasileiros. Estamos aproveitando a infraestrutura criada durante a pandemia para os testes de biologia molecular. Essa estrutura agora será utilizada para o diagnóstico do HPV, permitindo reduzir o tempo de espera e iniciar o tratamento o mais rápido possível”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Hospital da Mulher de Recife, em Recife (PE), onde a iniciativa foi lançada.

O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero, terceiro tipo mais incidente em mulheres, com 17.010 casos novos estimados por ano, no triênio 2023-2025. Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta 15 casos da doença a cada grupo de 100 mil mulheres. Por isso, a oferta do novo modelo de rastreamento é considerada um marco para a saúde da mulher em vista de uma série de benefícios. Além de conferir maior sensibilidade diagnóstica, o novo teste reduz a necessidade de exames e intervenções desnecessárias, com intervalos maiores entre as coletas quando o resultado der negativo.  Outra vantagem é o rastreamento equitativo e de alta performance, que alcança mulheres em áreas remotas ou com menor oferta de serviços.

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