Com 54,9% dos votos válidos (6.328), o engenheiro Miguel Fernández foi reeleito presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), numa das eleições mais movimentadas da história recente do conselho. Fernández quase dobrou o número de votos obtidos na primeira eleição. Com grande mobilização (mais de 12 mil votantes em todo o estado), a votação recorde no CREA-RJ representou um ponto de inflexão, consolidando este como um novo momento de reorganização do setor na defesa de seus interesses e na busca por melhores condições de trabalho.
Estou muito feliz com a decisão dos profissionais que aprovaram a nossa campanha baseada no tema “Projetando o CREA do futuro. Vamos honrar cada um dos votos desses profissionais”, afirmou Miguel Fernández, agora há pouco, cercado por apoiadores que vibraram com o anúncio da vitória
A vitória de Miguel Fernández – que representa a aprovação de sua gestão – foi consequência de uma estratégia de comunicação baseada nas redes sociais, mas também no corpo a corpo com os profissionais do Sistema Confea/CREA. Fernández apoiou a candidatura de Vinicius Marchese, que também foi reeleito presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.
Com Fernández, foram eleitos para a Mútua-RJ, a caixa de assistência dos profissionais do CREA, os seguintes engenheiros: Ana Paula Masiero, Bruno Galdino e Fernando Jogaib. A engenheira civil Ana Paula Masiero foi eleita diretora-geral com 8.133 votos; o engenheiro eletricista Bruno Galdino, com 5.823 votos, se elegeu como diretor administrativo e o engenheiro eletricista Fernando Jogaib, com 5.800 votos, ganhou como diretor financeiro.
Fernández conquista a reeleição após ter sido eleito presidente com 39,50% dos votos (3.643), em novembro de 2023 para o triênio 2024-2026.
No total, foram computados 8.211 votos nominais para os candidatos à presidência do conselho regional, em 2023. Aquela eleição também se destacou pelo ineditismo do formato 100% digital, o que ajudou a ampliar significativamente o quórum de votantes no estado em comparação aos anos anteriores.
A campanha de Fernández manteve os três eixos que orientaram a primeira eleição: Defesa do setor, Representatividade e Inovação e Tecnologia.
Em três meses de campanha, o presidente Miguel Fernández atuou muito além da busca pelo novo mandato. Ele aproveitou o momento de debate e atenção em torno do CREA para mostrar a necessidade urgente de defender e resgatar o protagonismo das engenharias, sob a ótica da representatividade de seus profissionais e das empresas. A campanha de Fernández se pautou principalmente na defesa do setor, dispensando os ataques aos adversários, que costumam marcar as eleições.
Durante a campanha, Fernández percorreu as principais cidades do interior do estado – a Baixada Fluminense, a Região Serrana, a Costa Verde, o Noroeste e a Região dos Lagos.
“Fui com o objetivo de ouvir os profissionais e empresários a fim de entender as demandas de cada região do Estado do Rio para fazer com o que o CREA seja ainda maior, sintonizado com as necessidades específicas de cada área. Essa eleição foi uma grande oportunidade de buscarmos juntos a reorganização do nosso setor, que perdemos há décadas. Mas agora estamos diante da possibilidade de reverter isso. Com essa grande mobilização, vamos mostrar o tamanho e a força do nosso setor produtivo”, afirmou Miguel na última live da campanha, realizada pelo perfil do Instagram na noite de quinta-feira, véspera da eleição.
No Rio de Janeiro, a Comissão Eleitoral Regional — formada pelo coordenador engenheiro mecânico Jonatha Gomes Tavares de Mello; coordenador-adjunto engenheiro de Produção Alberto Balassiano e membros engenheiro Naval Agenor Cesar Junqueira Leite; engenheiro de Produção Livio Marco Assis de Almeida; a engenheira eletricista-Eletrônica Ligia Pessoa de Azevedo; e o engenheiro de segurança do trabalho Luiz Alexandre Mosca — foi incansável no sentido de manter a lisura de todo o processo eleitoral.
