Michael Magno, ‘Corretor das celebridades’, é um dos alvos da segunda fase da Operação Kryptos

setembro 9, 2021 /

Amigo dos famosos, o corretor Michael de Souza Magno, mais conhecido como o “corretor das celebridades”, é apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do esquema de pirâmide envolvendo bitcoins, que movimentou R$ 38 bilhões. 15 dias após a prisão de Glaidson Acácio dos Santos, o chefe da quadrilha, Magno é um dos alvos da segunda fase da Operação Kryptos, deflagrada nesta quinta-feira (8).

No desdobramento da operação, os agentes saíram para cumprir dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro contra Michael Magno e o empresário João Marcus Pinheiro Dumas Viana. Uma das equipes estiveram no apartamento de Michael, em condomínio de luxo na Barra da Tijuca, mas não o encontraram. Até o momento ninguém foi preso.

Segundo reportagem do jornal O Globo, em um relatório da Operação Kryptos, o corretor aparece como um importante operador da GAS Consultoria Bitcoin, companhia do ex-garçom que prometia rendimentos exorbitantes mediante investimento em criptomoedas.

Embora o documento pontue que não há vínculo formal entre o corretor e Glaidson, a PF afirma que Michael era ligado ao casal Tunay Pereira Lima e Marcia Pinto dos Anjo, sócio de Glaidson e presos no mesmo dia que o ex-garçom.

O relatório aponta, ainda, que o Michael Magno declarou, em 2021, bens e rendimentos tributáveis de R$ 32.700, além de um patrimônio de pouco mais de R$ 293 mil. “Apesar disso, desde 2017, seu patrimônio e seu padrão de vida aumentaram bastante, o que leva a RFB (Receita Federal do Brasil) a apontá-lo como provável sonegador contumaz”, afirma o texto.

Relembre o caso

No dia 25 de agosto, Glaidson foi preso em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Na ocasião, agentes apreenderam na mansão R$ 15 milhões em espécie, além de 21 carros de luxo. As investigações apontam que o ex-garçom movimentou cifras bilionárias em um esquema de pirâmide disfarçado de investimentos em criptomoedas, como bitcoins.

Para atrair clientes, a empresa GAS, sediada em Cabo Frio, prometia retorno mensal de 10% sobre o valor investido. Segundo um relatório do Ministério da Justiça, Glaidson investiu R$ 1,2 bi em criptomoedas que foram para a sua própria conta e para as contas de sua esposa e sócia, Mirelis Zerpa, que está foragida; para os sócios Tunay Pereira Lima, e Vicente Gadelha Rocha Neto, que também está foragido;e de outras duas pessoas não identificadas.

Segundo os agentes, Glaidson Magno também repassou pequenos valores para 182 endereços em paraísos fiscais.

Aloma Carvalho