Ícone do site Nova Iguassu Online

Médica morta em Cascadura: PMs que participaram de abordagem estavam com câmeras descarregadas

Segundo testemunhas, os agentes confundiram o carro de Andréa Marins Dias com o de bandidos

Os policiais militares que participaram da abordagem que resultou na morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, estavam com câmeras corporais descarregadas. Segundo testemunhas, os agentes faziam uma perseguição na Rua Palatinado, em Cascadura, na Zona Norte, no último domingo (15), quando confundiram o carro da médica com o de bandidos.

Em nota, a corporação comunicou que a informação foi obtida através de análises preliminares dos setores técnicos e que todos os fatos seguem em apuração.

“Vale ressaltar que na Corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem que há qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos”, disse em comunicado.

Os agentes foram afastados das ruas na última segunda-feira (16). Andréa saía da casa dos pais, de 88 e 91 anos, no momento em foi atingida. O carro dela passou por perícia na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Nesta terça-feira, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj enviou um ofício ao Comandante-Geral e ao Corregedor-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para cobrar esclarecimentos sobre a ação de agentes do 9º BPM (Rocha Miranda).

A médica era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, postava informações sobre endometriose e cuidados femininos, além de fotos com os pais. Segundo vizinhos, ela costumava visitá-los com frequência, especialmente aos domingos.

O sepultamento aconteceu no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Portuária do Rio, ainda nesta terça (17).

Sair da versão mobile