MDB mantém o maior número de prefeitos, mas tem queda de 25%

novembro 30, 2020 /

 

Fecha 2º turno com 779 prefeituras

PP e PSD estão logo em seguida

PSDB cai, mas soma 516 prefeitos

O MDB confirmou a liderança no ranking das prefeituras com os resultados do 2º turno das eleições. A sigla foi vitoriosa nas 5 capitais nas quais tinha candidato. Com isso, a legenda começará 2021 com 779 prefeitos.

Apesar de ser o único partido do país com mais de 700 prefeituras, o histórico mostra uma queda na dominância no cenário nacional. Na comparação com as eleições de 2016, o MDB tem 25,4% menos chefes dos Executivos municipais. Eram 1.044 há 4 anos.

Fechando o top 4, o PSDB também está desidratando. Perdeu o comando de quase 300 prefeituras em relação a 2016, quando era o 2º no ranking com folga. Neste 2º turno, manteve o prefeito Bruno Covas, em São Paulo, maior cidade do país em termos populacionais.

 

O DEM venceu com Eduardo Paes no Rio de Janeiro, 2º maior município do país. Levou mais 3 capitais no 1º turno, totalizando 463, alta de 72,8% no quadriênio. O partido, chamado de PFL até 2007, é o 5º mais vitorioso do pleito deste ano.

Um dos mais tradicionais partidos do país e vencedor de 4 das últimas 5 eleições presidenciais, o PT segue perdendo o controle de prefeituras no país. Neste ano, elegeu 72 prefeitos a menos do que em 2016. Abrirá 2020 sem o comando de nenhuma capital –pela 1ª vez desde a redemocratização. Terá 182 chefes municipais.

A queda do PT foi de 28,3% em 4 anos. Contudo, a perda é inferior à registrada de 2012 a 2016. Na ocasião, a legenda foi de 638 para 254 prefeituras sob seu comando –queda de 60,2%.

Eis o número de prefeituras que cada partido conquistou de 2004 a 2020. Clique no título das colunas para reordenar os dados:

MDB TAMBÉM LIDERA ENTRE VEREADORES

O MDB conseguiu se manter como o partido que mais elegeu vereadores nas eleições de 2020, apesar de ter perdido representantes nos legislativos municipais. Foram 7.178 eleitos, 5,1% a menos que em 2016. Em todos os anos o MDB, desde 2004,  foi o líder em número de vereadores eleitos. O pico foi em 2008, com 8.000 candidatos.

O PP ultrapassou o PSDB em número de vereadores e se tornará a 2ª maior força nas câmaras municipais. Os resultados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indicam que o PP terá 6.223 vereadores, aumento superior a 31% em relação às cadeiras de 2016.

O PSD, partido criado por Gilberto Kassab em 2011, conquistou 5.534 vagas, 884 a mais do que nas eleições passadas. Com 3 eleições municipais disputadas, tornará-se a 3ª maior força no legislativo das cidades. Vêm em seguida, no ranking, PSDB (com 4.280 vereadores eleitos em 2020).

 

 


O TSE publica informações sobre os candidatos eleitos em 2020 em 3 bases de dados diferentes: o site de estatísticas eleitorais, o de resultados da eleição e o repositório de dados eleitorais. Há, porém, pequenas diferenças no número de eleitos em cada uma delas. Ou seja: um candidato que aparece como sub-judice em um dos locais de consulta pode aparecer como eleito em outro.

O tribunal diz que todos os locais de consulta têm informações fidedignas, mas que há dinâmicas de atualização distintas. Não há recomendação de em qual dos 3 buscar dados mais atualizados.

Por exemplo, o MDB registra 769 prefeitos eleitos no 1º turno no site de estatísticas eleitorais do TSE e no repositório de dados. Com mais 10 eleitos no 2º turno, somariam 779 prefeitos. Nos dados da apuração do TSE do 1º turno, no entanto, somam 776, o que faria o partido atingir 784 prefeituras depois do 2º turno.

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.