O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou publicamente a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado Federal, em pronunciamento em suas redes sociais nesta quinta-feira (8). A medida, enviada pelo Poder Executivo para definir o papel da União no setor e fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública, visa dar mais garantias aos trabalhadores e intensificar o combate à criminalidade.
O texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda apreciação dos senadores desde março deste ano.
“Para garantir ao trabalhador proteção e para o bandido a prisão, eu mandei uma emenda constitucional para a Câmara dos Deputados para definir o papel do governo federal na segurança pública, fortalecendo o Sistema Único de Segurança Pública. Já foi aprovado na Câmara, está no Senado desde março deste ano. Eu espero que a bancada do Flávio Bolsonaro vote para que a gente possa de uma vez por todas combater o crime organizado”, disse.
Críticas a Flávio Bolsonaro e embate sobre o crime organizado
Em seu pronunciamento, Lula direcionou críticas severas à bancada do senador Flávio Bolsonaro, acusando parlamentares da oposição de obstruírem a votação. O presidente citou ainda a recente atitude do senador ao defender um policial envolvido na morte de uma criança de 5 anos atingida por tiro de fuzil, questionando o real compromisso da oposição com o enfrentamento do crime organizado.
O presidente destacou também o empenho da gestão federal no esclarecimento do assassinato da vereadora Marielle Franco, ressaltando que a atuação das forças federais foi decisiva para identificar os responsáveis pelo crime a despeito de resistências políticas. Ao concluir, Lula fez um apelo ao Congresso para a aprovação definitiva da PEC como instrumento central para combater a violência no país.
“Eles não queriam que o governo federal apurasse o crime da Marielle e nós que descobrimos quem foi que matou a Marielle. Portanto, aprove a PEC da segurança pública que nós vamos ensinar como é que se acaba com a criminalidade desse país.”
