Ludhmila Hajjar recusa convite de Bolsonaro e diz que Brasil poderá ter 500,600 mil mortes por covid-19

março 15, 2021 /

“O Brasil subestimou a gravidade da pandemia”, afirmou Ludhmila Hajjar( foto)

Alvo de ataques agressivos de bolsonaristas nas redes sociais e no hotel em que está hospedada em Brasília, a médica Ludhmila Hajjar acaba de afirmar, durante entrevista à Globo News, que colocou seu nome a serviço do Brasil ao ser convidada pelo presidente Jair Bolsonaro para ser ministra da Saúde, em substituição ao general Eduardo Pazuello, que permanece no cargo apenas enquanto as articulações políticas proseguem em Brasília. Ela, que é crítica do governo Bolsonaro em relação à pandemia,  disse que houve uma ausência de convergência em relação ao pensamento de Bolsonaro, que não mudou de posição apesar de o país registrar atualmente uma média diária de 2 mil mortes por covid-19. ” O meu partido é a saúde”, disse ela, que prevê a morte de “500,600 mil “pessoas no Brasil se não forem tomadas medidas urgentes no enfrentamento da pandemia.

Ludhmila criticou a falta de um protocolo único para o enfrentamento da doença e disse que, com a demora da vacina, o Brasil poderá chegar a “500, 600 mil mortes”. Ela defende um banco de dados único para tratar pacientes no Brasil e disse que “não se pode tapar o sol com a peneira”. Ela recusou o convite para ser ministra e disse que tem esperanças que surja alguém para mudar os rumos da saúde no Brasil. Ela tinha o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para substituir Pazuello e disse que foi “vítima das pessoas que fazem mal ao Brasil”. Segundo ela, Bolsonaro lhe disse que a agressividade da campanha contra ela nas redes sociais “faz parte” e que ele mesmo enfrenta esta situação no dia-dia.

Com a recusa de Ludhmila, o deputado federal Dr. Luizinho ( PP-RJ) e  Marcelo Quiroga voltaram a ser cotados para substituir Pazuello.

 

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.