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Livro discute o impacto do uso de telas no desenvolvimento neurológico infantojuvenil

Obra “Neurociência dos Transtornos Mentais em Crianças e Adolescentes” foi lançada no XLII Congresso Brasileiro de Psiquiatria

Durante o XLII Congresso Brasileiro de Psiquiatria, no dia 6 de novembro, no Rio de Janeiro, foi lançado o livro “Neurociência dos Transtornos Mentais em Crianças e Adolescentes”, de Antônio Carlos de Farias e Mara Lúcia Cordeiro, reunindo o que a neurociência tem mostrado sobre o desenvolvimento do cérebro e dos transtornos mentais em crianças e adolescentes.
 

Com linguagem acessível e cientificamente fundamentada, a obra é resultado de dois anos de pesquisa e prática clínica dos autores em torno da saúde mental infantojuvenil. Mara Lúcia Cordeiro é neurocientista PhD e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPP), já Antônio Carlos de Farias é neuropediatra do Hospital Pequeno Príncipe.


“Vivemos um momento em que há muita informação circulando, mas nem sempre com base científica. Por isso, o livro busca oferecer conhecimento confiável, traduzindo dúvidas comuns em uma linguagem clara e humana — tanto para profissionais, quanto para pais e educadores”, afirma Mara Lúcia Cordeiro.


Uso de telas e os impactos no cérebro

Com cerca de 200 páginas, o livro traz, com base em evidências, uma reflexão sobre como o excesso de estímulos digitais pode interferir na atenção, na linguagem, na regulação emocional e até no sono de crianças e adolescentes.


“A criança que é exposta à tela nos primeiros anos de vida tem maior incidência de atraso de desenvolvimento de linguagem, por exemplo”, afirma Antônio Carlos de Farias. “O tempo de tela modifica o cérebro. Pode causar agressividade, ansiedade, impulsividade, sinais claros de dependência à tecnologia. A criança acaba negligenciando escola, amigos, família”, diz o neuropediatra.


O livro cita exemplos de como fatores ambientais podem influenciar no desenvolvimento e discute a mudança de hábitos, para orientar pais e responsáveis. “Também discutimos formas equilibradas e educativas de convivência com a tecnologia, sem demonizá-la”, completa a pesquisadora do IPP.


Pesquisas como aliadas no entendimento dos transtornos mentais

PhD em medicina molecular e pós-doutora em neurobiologia, Mara Lúcia Cordeiro é também diretora de relações institucionais do IPP, onde conduz pesquisas na área de neurociências. O trabalho realizado nas pesquisas tem aplicação prática nos consultórios, como evidencia o neuropediatra Antônio Carlos de Farias.


“A observação clínica aliada às últimas informações científicas resulta em melhores práticas do ponto de vista de diagnóstico, tratamento e prevenção de transtornos de neurodesenvolvimento, como autismo, TDAH, transtornos de aprendizagem, ansiedade, entre outros”, constata Farias.

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