A conta de luz dos clientes da Light vai ficar mais cara a partir de 15 de março. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (10) o reajuste tarifário anual de 2026 da distribuidora, com alta média de 8,59% para os consumidores atendidos pela empresa.
O aumento não será igual para todos os perfis de consumo. Para os clientes de baixa tensão, grupo que inclui a maior parte das residências, o efeito médio aprovado foi de 6,56%. Já para os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, a elevação média será de 13,46%.
Segundo a Aneel, os principais fatores que pressionaram o reajuste foram os custos com encargos setoriais, além das despesas de transporte e compra de energia. Por outro lado, a retirada de componentes financeiros homologados no ano passado e a inclusão de novos componentes ajudaram a reduzir o impacto final da alta.
A discussão sobre créditos tributários também pesou no processo. O voto do diretor Gentil Nogueira, relator do caso, chamou atenção para o risco de um efeito mais pesado nos próximos anos caso se mantenha o impasse sobre valores já devolvidos aos consumidores e o montante efetivamente reconhecido pela Receita Federal. De acordo com o voto, até o reajuste de 2025 a Light já havia devolvido R$ 5,86 bilhões via tarifa, enquanto o crédito habilitado, pelo entendimento vigente da Receita, somava R$ 5,26 bilhões.
No voto, Gentil Nogueira alertou para o tamanho do problema caso esse entendimento seja mantido no fim da discussão administrativa. “Se essa decisão for mantida em decisão transitada e julgada administrativamente, vai se formar uma bolha financeira a ser devolvida pelos consumidores, o que pode trazer efeito tarifário severo nos anos subsequentes”, afirmou Gentil Nogueira.
A própria distribuidora trabalha com uma estimativa preliminar de que o reajuste de 2027 possa chegar a 37,6%, a depender do desfecho dessas discussões sobre créditos tributários. A Light atende cerca de 3,96 milhões de unidades consumidoras e tem faturamento anual em torno de R$ 13,28 bilhões.
No mesmo dia, a Aneel também aprovou reajuste para a Enel Distribuição Rio, com alta média de 15,46%, também válida a partir de 15 de março. Para os consumidores residenciais da concessionária, o índice aprovado foi de 14,07%.
Com isso, março começa com aumento na conta de luz para milhões de consumidores fluminenses, tanto na área atendida pela Light quanto na da Enel Rio.
Com informações do O Dia.








