O prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira (Republicanos), foi conduzido a uma delegacia nesta terça-feira (25) pela Polícia Rodoviária Federal.
Segundo apurou a TV Globo, Vieira tinha sido parado por adulteração de veículo, que estava com a placa diferente da que constava no documento. Ele foi levado para a Polícia Federal de Nova Iguaçu.
Na delegacia, no entanto, o ex-deputado comprovou que a placa não era fria e sim reservada, conforme documentação da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj). Ele foi liberado. A Alerj não se manifestou.
Os policiais também encontraram R$ 117 mil e US$ 15 em espécie no carro. À polícia, Vieira afirmou que não faz transferências bancárias, e que o dinheiro era para pagamentos. O parlamentar disse ainda que o valor foi declarado à Receita Federal (veja a nota completa mais abaixo).
O montante, no entanto, foi apreendido.
Antes de se tornar prefeito, Leo Vieira foi vereador em São João de Meriti e deputado estadual em 2018 e 2022.
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Nota de Léo Vieira
“O prefeito Léo Vieira informa que sobre a questão do veículo, se trata de uma placa reservada, devidamente autorizada, conforme documentação da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).
Em relação ao dinheiro, o prefeito Léo Vieira estava saindo de casa em direção a sua empresa familiar no ramo de automóveis, com mais de 25 anos de atuação, e foi abordado pela PRF. Vale ressaltar que o dinheiro em posse do prefeito está declarado no Imposto de Renda, e seria destinado para pagamentos.”
Eleito no 1º turno
Leo Vieira foi eleito no primeiro turno com 50,36% dos votos válidos depois que o Tribunal Regional Eleitoral do RJ indeferiu o registro da chapa encabeçada pelo candidato Prof. Joziel (DC).
A chapa de Joziel não cumpriu o prazo legal para a troca do candidato a vice-prefeito, Felipe Castro da Silva, que teve seu registro indeferido com trânsito em julgado da sentença no dia 11 de setembro.
A chapa poderia ter feito a troca do candidato a vice-prefeito até o dia 17 de setembro. Como eles não cumpriram o prazo, a chapa foi considerada “irremediavelmente inviabilizada” pela juíza.