O futuro do Galeão volta ao mercado nesta segunda-feira (30). A partir das 15h, na sede da B3, em São Paulo, acontece o leilão de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, com lance mínimo fixado em R$ 932 milhões.
Três grupos apresentaram propostas: a atual operadora RIOgaleão, formada por Changi e Vinci, além da espanhola Aena e da suíça Zurich Airport. O certame também marca a saída da Infraero, que hoje ainda detém 49% da sociedade.
Quem vencer assume 100% da operação do aeroporto até 2039, dentro de um modelo de venda assistida criado após a repactuação do contrato. A expectativa do Governo Federal é arrecadar até R$ 1,5 bilhão com a nova outorga.
O novo contrato mudou pontos centrais da concessão. Sai a lógica de pagamentos fixos e entra uma contribuição variável anual de 20% sobre o faturamento bruto. Também caiu a exigência de construção de uma terceira pista, item considerado incompatível com a demanda atual do terminal e com a necessidade de reequilibrar o contrato.
Outro ponto sensível envolve o Santos Dumont. O acordo prevê um mecanismo de compensação financeira ligado aos limites operacionais do aeroporto do Centro, numa tentativa de evitar novo desequilíbrio entre os dois terminais e preservar a função do Galeão como hub internacional do Rio.
O leilão acontece num momento em que o Galeão voltou a crescer. Em 2025, o terminal fechou o ano com 17,5 milhões de passageiros, alta de 23,5% em relação a 2024 e recorde da série histórica da Anac. Ainda assim, o aeroporto segue abaixo de sua capacidade anual, estimada em cerca de 30 milhões de usuários, o que mantém espaço para expansão.
Com informações do Tempo Real.





