Jovens e trabalhadores participaram de uma caminhada em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Nova Iguaçu, nesta sexta-feira (9). A mobilização faz parte de uma série de iniciativas organizadas por apoiadores do presidente no estado do Rio de Janeiro para ampliar o apoio à candidatura no segundo turno das eleições.
A movimentação ocorre em um cenário de disputa acirrada. No primeiro turno, Lula recebeu 45,1% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 47%, ficando à frente do petista na votação.
NOVA IGUAÇU É LULA https://t.co/EYLAlRGxmD
— mia colucci triste em paris (@vitoriascl) October 9, 2026
nova iguaçu com lula! hoje foi lindo, baixada❤️😭⭐️ https://t.co/XQnROuGarg
— hick⭐️ (@hickkli) October 10, 2026
Entre as estratégias de mobilização estão o diálogo com eleitores que votaram em outros candidatos, a tentativa de conquistar indecisos e o incentivo à participação de quem não compareceu às urnas no primeiro turno. As ações também buscam dar visibilidade a pautas relacionadas aos trabalhadores, à educação, à saúde pública e aos direitos de aposentados e pensionistas.
Na Baixada Fluminense, as iniciativas incluem atividades voltadas à juventude e à cultura. Para a próxima terça-feira (13), está previsto o encontro Cultura, Baixada e Juventude com Lula, às 18h, na quadra da escola de samba Leão de Nova Iguaçu. A agenda é articulada pelo deputado estadual eleito André Ceciliano (PT).
Em Paracambi, também houve uma passeata em apoio a Lula nesta sexta-feira (9), com participação do prefeito Andrezinho Ceciliano. A mobilização integra as ações de apoiadores do presidente na região durante a campanha do segundo turno.
Mobilização online pró-Lula liga alerta na campanha de Flávio Bolsonaro, que contra-ataca
- Equipe de candidato do PL cria site e monitora tropa digital convocada por Janones em defesa do petista
- ‘Exército do Lula’ fez senador reagir com ‘Tropa do Flávio’ e ampliou campanha no WhatsApp
A mobilização na internet pela reeleição do presidente Lula (PT) acendeu o alerta na campanha do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e levou aliados a lançarem contraofensivas no WhatsApp.
Uma das principais preocupações no entorno de Flávio é com um possível efeito silencioso na distribuição de conteúdos pelo mensageiro. Desde o resultado do primeiro turno, em que Flávio saiu na dianteira, eleitores de Lula reforçam a estratégia digital para expor o rival, incentivar as pessoas a votarem no segundo turno e convencer o eleitorado que está indeciso ou votou nos candidatos derrotados.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou, por exemplo, um canal no aplicativo de mensagens chamado “Exército do Lula” para mobilizar a militância e distribuir conteúdos a favor do petista. O canal saltou de 50 mil seguidores para 3 milhões desde o primeiro turno.
Dois integrantes da campanha de Flávio admitem, sob reserva que a preocupação com o WhatsApp é maior do que com outras redes sociais porque é mais difícil descobrir o que e em que volume de conteúdos são veiculados.
Enquanto no Instagram e no X (ex-Twitter) é possível identificar e rebater praticamente em tempo real as narrativas (sejam falsas ou verdadeiras), o ambiente no WhatsApp é quase incontrolável. Segundo um deles, o canal de Janones é só a “ponta do iceberg”. O espalhamento de conteúdos por mensagens também faz parte da estratégia da direita.
Com a Dolha de São Paulo
