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Justiça ouve testemunhas da execução de médicos na Barra; acusados seguem foragidos

Apenas a defesa de dois réus compareceu à audiência

A Justiça do Rio ouviu três testemunhas, nesta segunda-feira (8), durante a primeira audiência de instrução e julgamento sobre a execução de três médicos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, em outubro de 2023. Dos cinco réus no processo, apenas Francisco Glauber Costa de Oliveira, que está preso, compareceu à sessão. Os demais são considerados foragidos.

Na audiência, além da defesa de Francisco, esteve presente o advogado de Giovanni Oliveira Vieira, apontado como o “batedor” do grupo. Segundo as investigações, ele teria observado de moto a movimentação de viaturas policiais durante o percurso, evitando que os comparsas fossem abordados.

Ainda na decisão, o juiz Renan De Freitas Ongaratto desmembrou do processo os réus não localizados, são eles: Edgar Alves de Andrade, o Doca; Carlos da Costa Neves, o Gadernal; e Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o BMW. Sendo assim, será feita citação por edital, ou seja, um anúncio público para notificá-los do processo.

Edgar Alves é considerado um dos líderes do Comando Vermelho (CV) e chefe do tráfico do Complexo da Penha, e tem Gadernal como seu comparsa. Já Juan Breno, pertencente a mesma facção, é suspeito de estar à frente da guerra entre traficantes e milicianos pelas comunidades Gardênia Azul e Rio das Pedras, na Zona Oeste. Além disso, ele também é investigado por integrar um grupo de extermínio conhecido como “Equipe Sombra”, que ficava baseado na Cidade de Deus.

Relembre o caso

Em 5 de outubro de 2023, os médicos Marcos de Andrade Corsato, de 62 anos; Perseu Ribeiro Almeida, de 33; Diego Ralf de Souza Bomfim, de 35; e Daniel Sonnewend Proença, de 32, que participavam de um congresso de ortopedia no Rio, estavam em um quiosque em frente ao hotel onde acontecia o evento, na Barra da Tijuca, quando foram atacados pelos criminosos.

Perseu levou cinco tiros: dois de raspão na mão e no braço, um na mão direita, um no peito que perfurou o pulmão, e outro na barriga que atingiu o fígado. Diego foi atingido por oito disparos, incluindo ferimentos nas costas, peito e trapézio. Marcos de Andrade foi alvejado por seis tiros, dois deles na cabeça. O único sobrevivente, Daniel Sonnewend Proença, de 32 anos, foi atingido por 14 disparos e conseguiu escapar com vida.

A quadrilha teria confundido Perseu com o chefe da milícia de Rio das Pedras, Taillon de Alcântara Pereira Barbosa. No dia seguinte, corpos de quatro suspeitos de terem realizado o ataque foram encontrados em dois carros em pontos diferentes da Zona Oeste.

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