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Justiça do Rio torna TH Joias e ex-assessores réus por associação para o tráfico

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A Justiça do Rio tornou réus o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e ex-assessores dele em uma ação que apura suposta associação para o tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A decisão acolhe a acusação contra os investigados e dá início à ação penal. Segundo o Ministério Público, TH Joias teria mantido uma relação estável com integrantes do Comando Vermelho e atuado na intermediação de negócios envolvendo drogas, armas e equipamentos antidrones.

A denúncia sustenta ainda que o então deputado teria utilizado a estrutura do mandato para favorecer integrantes da organização criminosa, inclusive por meio da indicação de pessoas para cargos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Acusação contra TH Joias

De acordo com o MPRJ, TH Joias teria participado de negociações para compra e venda de drogas, armas de fogo e equipamentos utilizados para dificultar o monitoramento de comunidades por forças de segurança.

O ex-deputado também é acusado de manter contato com integrantes do Comando Vermelho e de realizar pagamentos relacionados à organização criminosa.

As investigações apontam ainda que pessoas ligadas ao grupo teriam sido acomodadas em cargos públicos por indicação de TH Joias.

Prisão e outras investigações

TH Joias foi preso em setembro de 2025, durante a Operação Zargun, que investigou uma organização suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e armas e corrupção de agentes públicos.

O caso também gerou uma denúncia do Ministério Público Federal, que tramita na Justiça Federal. Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) recebeu a denúncia e tornou réus TH Joias e outros cinco acusados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e armas, associação para o tráfico e corrupção.

No processo federal, o tribunal manteve a prisão preventiva de TH Joias e determinou sua transferência para uma penitenciária federal. O delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel, também réu na ação, passou para prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico e afastamento do cargo.

As acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas durante o processo, e os réus têm direito à defesa e ao contraditório.

Com informações do colunista Ancelmo Góis, de O Globo

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