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Julgamento do golpe: STF ouve ex-diretor da PRF e ex-assessores de Bolsonaro a partir desta quinta

Essa fase do processo penal ocorre após a coleta de depoimentos de testemunhas e envolve integrantes de dois núcleos da organização: o de gerenciamento de ações e o de desinformação | Foto: Antonio Augusto/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) interroga nesta quinta-feira (24) 13 réus acusados de integrar a trama golpista que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), buscou manter Jair Bolsonaro no poder de forma irregular após as eleições de 2022.

Essa fase do processo penal ocorre após a coleta de depoimentos de testemunhas e envolve integrantes de dois núcleos da organização: o de gerenciamento de ações e o de desinformação.

Estão entre os réus o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, o ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins, o coronel Marcelo Câmara e o general da reserva Mário Fernandes, todos ligados diretamente ao ex-presidente.

A PGR afirma que os investigados cometeram crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Os depoimentos ocorrem por videoconferência, como parte da instrução processual.

Bolsonaro é réu no núcleo 1 da tentativa de golpe, que inclui as principais autoridades e já prestou depoimento ao STF.

Veja abaixo quem será ouvido a partir desta quinta:

Núcleo 2 – Gerenciamento de ações

De acordo com a PGR, os réus deste núcleo desempenharam papéis de coordenação em ações golpistas, como o uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, a elaboração de uma minuta de decreto golpista e o planejamento de assassinatos de autoridades.

Esse núcleo é formado por:

Núcleo 4 – Desinformação

Segundo a acusação, os réus do núcleo 4 espalharam notícias falsas para descredibilizar o processo eleitoral e fomentar instabilidade. Alguns também atuaram na chamada “Abin paralela”, estrutura clandestina que teria sido usada para monitorar opositores e manipular informações com fins políticos.

Compõem esse núcleo:

As audiências ocorrem por videoconferência para quem está preso, e presencialmente para os réus que estão livres.

Após os interrogatórios, a fase de alegações finais será aberta. Depois disso, os ministros do STF poderão julgar os casos, o que deve ocorrer nos próximos meses.

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