Hospital modular de Nova Iguaçu é inaugurado com aglomerações e sem a presença do prefeito Rogério Lisboa

abril 3, 2021 /

O governador em exercício Claudio Castro agradeceu o empenho do Deputado Dr. Luizinho ( foto), do PP do Rio, na liberação de recursos para saúde pública do Rio

 

 Paulo Cezar Pereira

 

O governador em exercício Cláudio Castro inaugurou hoje ( 03/04), finalmente, o hospital modular de Nova Iguaçu, inicialmente com 150 leitos exclusivos para pacientes de covid-19, numa solenidade que, debaixo de muito sol, se transformou em campanha eleitoral antecipada e com uma grande aglomeração de políticos e de alguns assessores e convidados na cidade que se aproxima de 1.200 mortes em um ano por conta da doença.

Para “uma breve saudação”, 10 deputados estaduais, três federais, dois secretários estaduais, um prefeito e a viúva do médico Ricardo Cruz usaram da palavra para agradecer  a Castro a entrega do hospital à Baixada Fluminense. No entanto, Rogério Lisboa, prefeito de Nova Iguaçu, não compareceu ou mandou um representante. Aliado de Castro e de Lisboa, o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), também não apareceu no evento. O deputado federal Juninho do Pneu ( DEM-RJ), unha e carne com o prefeito, foi outro que não apareceu no Aeroclube.

A ausência de Lisboa foi muito comentada nos bastidores. Para alguns, ele não foi porque era contra uma solenidade em plena pandemia, apesar de Cláudio Castro, no discurso, ter criticado os que politizam as ações de combate à covid-19. Cotado recentemente como um nome da Baixada Fluminense para compor a chapa majoritária de Castro nas eleições de 2022, o prefeito de Nova Iguaçu defendia um ato com transmissão pelas redes sociais , uma live que teria apenas a participação dele, a do secretário estadual de saúde e a do governador do Rio. Lisboa também não foi ouvido no modelo da gestão do novo hospital de sua cidade e na formatação da solenidade.

Aborrecido, Lisboa desmobilizou o governo municipal no final da tarde de ontem.  Em contrapartida, Cláudio Castro incluiu o deputado estadual Max Lemos, adversário de Lisboa nas eleições do ano passado, na relação dos que usaram o microfone para “uma breve saudação”.  A Assessoria do prefeito não se manifestou sobre a ausência do burgomestre.A Organização Social que administrará o agora hospital estadual Dr. Ricardo Cruz foi escolhida por licitação. O hospital modular, que custou R$ 60 milhões aos cofres públicos no ano passsado, agora “está totalmente regularizado”, garantiu o secretário estadual de saúde, Carlos Alberto Chaves, antes de anunciar mais 150 leitos para o modular em mais ” quinze , vinte dias”.

Segundo a Secretaria estadual de Saúde, as transferências de pacientes serão feitas gradualmente para os 60 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) e 90 de enfermaria, na primeira fase de funcionamento.

“Inauguramos esse hospital. “É um hospital de altíssima complexidade. A questão de gases, todos os equipamentos, as normas técnicas… É um hospital de primeiro mundo. E ser chamado de hospital de campanha, ou até mesmo de modular, diminui, muitas vezes, a importância e o tamanho de um hospital como esse. Um hospital de 300 leitos construído em menos de um ano. A gente tem a mania de olhar o copo meio vazio, mas é um grande equipamento em menos de um ano”, afirmou Carlos Alberto Chaves.

Coube ao prefeito de Mesquita, Jorge Miranda, atual presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada, falar na solenidade em nome dos seus colegas. Outro que destacou a importância da entrega do hospital à rede hospitalar pública da região foi o prefeito de São João de Meriti. Doutor João informou que o número de mortes por covid-19 em seu município, de um ano para cá,  está se aproximando de 800 pessoas e que dos 50 leitos que a rede municipal dispõe para pacientes da pandemia, 40 estão ocupados, números que, segundo ele, vão transformar a nova unidade de saúde pública num hospital regional. O prefeito de Meriti aplaudiu a proposta do governo estadual de , após a pandemia, transformar o hospital modular num Centro Oncológico para os pacientes da Baixada.

 

 

 

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.