Haroldo Costa, ator, diretor e comentarista de Carnaval morre no Rio aos 95 anos

A morte foi divulgada pela família. “Em breve iremos dar informações sobre o velório e sepultamento”, dizia o comunicado.

Haroldo Costa deixou sua marca na televisão. Ele integrou a equipe que ajudou a inaugurar a TV Globo em 1965, produzindo e dirigindo alguns dos primeiros programas da emissora. Ao longo da carreira, dirigiu grandes nomes como Dercy Gonçalves, Chacrinha e Moacyr Franco. Ele era jurado do Prêmio Estandarte de Ouro, com o qual o jornal O Globo homenageia os melhores do carnaval carioca.

Em 1999, atuou na minissérie “Chiquinha Gonzaga”. Na produção, deu vida ao personagem Raymundo da Conceição. Em 2022, viveu Aloysio em “Suburbia”Artista ficou conhecido por sua trajetória com o Teatro Experimental do Negro, a Companhia Brasiliana e livros como ‘Fala, Crioulo’ e sobre a história do carnaval carioca

Filho de Eurides e Luiz Costa, Haroldo nasceu em 13 de maio de 1930, no Rio de Janeiro. Sua mãe morreu quando tinha apenas dois anos, e passou boa parte da infância em Maceió, no Estado de Alagoas. Lá, destacava a importância do calendário festivo folclórico da cidade para o desenvolvimento de seu interesse pela arte.

Nota de pesar

O mundo do samba, o Rio de Janeiro e o Brasil estão de luto. Perdemos Haroldo Costa, ator, diretor, escritor e uma das maiores referências do Carnaval. Um mestre da nossa cultura, que ajudou gerações a compreender a grandiosidade dos desfiles, dos sambas-enredo e da identidade do nosso povo.

Defensor da arte popular também fez história no teatro, sendo o primeiro ator negro a atuar no Theatro Municipal. Seu trabalho faz parte do patrimônio do nosso estado e continuará vivo na memória de todos, especialmente dos que amam o Carnaval.

Minha solidariedade à família, aos amigos, aos admiradores e à comunidade do Salgueiro, escola do coração de Haroldo.

Cláudio Castro
Governador do Estado do Rio de Janeiro

Compartilhe
Categorias
Publicidade

Veja também