O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o governo federal na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A decisão, como informa Vera Magalhães, em O Globo, foi tomada após uma série de conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende lançar o petista como principal nome de sua base para enfrentar o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas.
Segundo a jornalista, a saída de Haddad do ministério está sendo planejada para ocorrer entre quarta e quinta-feira da próxima semana, abrindo caminho para a formalização de sua pré-candidatura.
Pesquisa impulsionou decisão
A definição da candidatura vinha sendo discutida nos bastidores há algum tempo, mas ganhou força após a divulgação de uma pesquisa do Datafolha no fim de semana. O levantamento indica que Haddad aparece em posição competitiva em um eventual confronto eleitoral contra Tarcísio de Freitas.
O resultado do levantamento foi interpretado no entorno do presidente Lula como um sinal de que o ministro poderia entrar na disputa com chances reais de vitória no maior colégio eleitoral do país. Esse cenário teria praticamente selado a decisão de lançar o petista na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.
Estratégia política para São Paulo
Haddad é considerado um dos principais quadros do PT e já disputou o governo paulista anteriormente. Ex-prefeito da capital, ele também foi candidato à Presidência da República em 2018 e, desde 2023, ocupa o Ministério da Fazenda no governo Lula.
Dentro do Planalto, sua candidatura é vista como peça central da estratégia do presidente para ampliar a presença política do PT em São Paulo, estado historicamente dominado por forças políticas adversárias ao partido.
Anúncio ainda não tem formato definido
Ainda não está claro como será feito o anúncio oficial da pré-candidatura. Uma das possibilidades discutidas é que a confirmação ocorra simultaneamente à saída do Ministério da Fazenda. Outra hipótese é que o anúncio seja feito posteriormente, integrado ao lançamento de toda a chapa apoiada por Lula no estado.
Nos bastidores, aliados avaliam que o timing do anúncio será importante para organizar a transição no comando da equipe econômica e também para iniciar a articulação política da campanha em São Paulo.
