O Governo do Estado do Rio de Janeiro definiu, na sexta-feira (31), os novos comandos da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop-RJ) e da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais (Coderte). As mudanças ocorrem após a divulgação de denúncias sobre suspeitas envolvendo uma obra emergencial de contenção da margem do Rio Botas, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Os conselhos de administração das duas estatais aprovaram os nomes de Fernanda Corrêa Giambroni para a presidência da Emop e do tenente-coronel da Polícia Militar Antonio Fernandes da Costa Neto para a direção da Coderte.
Além das mudanças na gestão, o governo estadual determinou que a Corregedoria da Emop analise a pesquisa de preços utilizada na contratação da obra emergencial.
Corregedoria vai apurar pesquisa de preços
A apuração interna terá como foco a pesquisa de preços elaborada para embasar a contratação emergencial destinada à contenção da margem do Rio Botas. O levantamento foi realizado em conjunto pela Emop e pelo 4º Grupamento de Bombeiro Militar.
O objetivo da análise é verificar a regularidade dos procedimentos adotados antes da assinatura do contrato, que passou a ser alvo de questionamentos após a denúncia divulgada pela BandNews FM.
Contrato foi firmado por dispensa emergencial
A obra foi contratada em dezembro de 2025 por meio de dispensa de licitação, mecanismo previsto na legislação para situações emergenciais.
O contrato foi celebrado com a construtora Contemix pelo valor de R$ 11,417 milhões. Os recursos utilizados vieram da descentralização orçamentária do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros.
Até o momento, o governo estadual não anunciou a suspensão do contrato nem informou se a investigação poderá resultar na adoção de outras medidas administrativas.
