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Governo do Rio suspende programa Sentinela, que previa 200 mil câmeras e custo de R$ 2 bilhões

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Criado na gestão Cláudio Castro (PL), projeto de videomonitoramento com inteligência artificial foi interrompido durante revisão de contratos e despesas do Estado

O Governo do Estado suspendeu o programa Sentinela, projeto de videomonitoramento criado na gestão de Cláudio Castro (PL) que previa a instalação de mais de 200 mil câmeras com inteligência artificial em todo o Rio de Janeiro e tinha custo estimado em R$ 2 bilhões. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (9). 

Lançado em janeiro deste ano, o Sentinela foi apresentado como o maior projeto de tecnologia aplicada à segurança pública da América Latina. A proposta previa a integração entre o Estado e os municípios por meio de um sistema de monitoramento com reconhecimento facial, leitura automática de placas de veículos e análise inteligente de imagens em tempo real.

Alto custo

Além das câmeras, o programa também pretendia instalar scanners para inspeção de cargas e veículos, balanças digitais em rodovias e plataformas voltadas à gestão e ao cruzamento de dados. O sistema seria utilizado em ações relacionadas ao ordenamento urbano, mobilidade, monitoramento ambiental e resposta a emergências.

Segundo o governo, a decisão de suspensão faz parte do processo de revisão administrativa de programas, contratos e despesas em andamento. O objetivo é cortar gastos considerados muito altos e adequar as iniciativas às prioridades da administração pública.

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