Governo do Estado RJ monitora pontos de risco hidrológico e geológico no território fluminense

janeiro 10, 2022 /

Defesa Civil e Corpo de Bombeiros estão mobilizados para prevenir e minimizar danos gerados pelas chuvas. Há risco de alagamentos e deslizamentos em algumas regiões. Veja as recomendações:

O governador Cláudio Castro e o secretário Estadual de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros RJ, coronel Leandro Monteiro, monitoram as chuvas que atingem o território fluminense desde quinta-feira (06/01). Na manhã do último domingo (09/01), os dois participaram de uma série de videoconferências com os prefeitos das localidades mais atingidas, nas regiões Serrana, Norte e Noroeste.

– Estamos em contato permanente com os municípios. Toda a estrutura do Estado está mobilizada para atuar em apoio às cidades afetadas. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros RJ trabalham incansavelmente para prevenir e minimizar danos causados pelas precipitações. O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) monitora as condições meteorológicas e os níveis pluviométricos, enviando alertas para as regiões e para a população – afirmou o governador Cláudio Castro.

Nas últimas 24 horas, o Corpo de Bombeiros foi acionado para mais de 90 ocorrências relacionadas às chuvas no estado, a maioria para cortes de árvores e salvamentos, como de pessoas ilhadas. Até o momento, não há registro de vítimas fatais.

Norte/Noroeste

Na Região Norte/Noroeste do Estado, a Sedec-RJ acompanha o aumento de nível dos rios e a atuação das Defesas Civis municipais frente aos prejuízos causados. Nas últimas horas, foram registrados transbordos dos rios Muriaé, Carangola, Itabapoana e Pomba, causando alagamentos pontuais em Itaperuna, Natividade, Porciúncula, Bom Jesus do Itabapoana, Itaocara, Italva e Laje do Muriaé, Cambuci e Santo Antônio de Pádua.

Agentes estaduais estão visitando a região, neste domingo (09/01), para analisar a situação e a necessidade de apoio às prefeituras. Botes do Corpo de Bombeiros foram disponibilizados para transporte de pessoas afetadas pela chuva em Porciúncula.

Informativo Cemaden-RJ:

A atuação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) sobre a região Sudeste permanecerá ocasionando chuva constante, de intensidade fraca a moderada, em várias regiões do Estado do Rio de Janeiro ao longo de domingo (09/01) e segunda-feira (10/01).

A Defesa Civil Estadual monitora a possibilidade de ocorrências de desastres hidrológicos e de deslizamentos de terra, principalmente, nas regiões Serrana, Metropolitana, Baixada Fluminense, Baixada Litorânea, Norte e Noroeste. Há previsão de acumulados pluviométricos entre 150 mm e 200 mm nas próximas 48 horas para estas áreas.

Informativo geológico:

O Cemaden-RJ enviou alerta de risco muito alto de deslizamento para o município de Petrópolis, na Região Serrana, onde os índices pluviométricos ultrapassaram 103 mm em 24 horas e 300 mm em 96 horas. Também há aviso de risco alto para Teresópolis, que alcançou aproximadamente 150 mm de chuvas em 48 horas.

O risco geológico também é considerado alto nos municípios de Duque de Caxias, Magé, Guapimirim, Silva Jardim e Rio Bonito, Angra dos Reis e Cachoeiras de Macacu. Nas demais localidades, o risco é considerado moderado.

Informativo Hidrológico:

Os acumulados pluviométricos registrados, nas últimas 48h, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, exigem atenção para as bacias hidrográficas dos rios Paraíba do Sul, Muriaé, Pomba e Itabapoana, que impactam diretamente a região Norte/Noroeste do estado do Rio de Janeiro.

Podem ser registradas ocorrências de pontos de alagamentos, há alta possibilidade de enxurradas e de inundações, atingindo comunidades em áreas de risco hidrológico e/ou isolamento de bairros/comunidades em áreas mais baixas.

Recomendações de autoproteção para a população:

● Verificar se há atualizações de avisos ou recomendações vigentes de proteção e defesa civil para seu município com as autoridades locais;

● Montar kit com itens pessoais básicos, documentos, receitas médicas, medicamentos de uso contínuo, cartão do SUS, entre outros;

● Verificar os locais que servirão de abrigo/ponto de apoio;

● Em caso de emergência, entrar em contato com o Corpo de Bombeiros (193) ou com a Defesa Civil local (199).

Nas questões de riscos hidrológicos:

● Manter um membro da família vigilante ao nível de subida das águas, mesmo à noite;

● Se o nível da água subir e houver risco de alagar a residência, retirar aparelhos eletrônicos das tomadas, fechar o gás, registros de água e recolher animais;

● Procurar áreas seguras, mais altas e distantes do rio, mesmo que isso envolva abandonar a casa ou o carro;

● Em vias alagadas, não forçar o deslocamento a pé ou de carro. Esperar a água escoar para continuar seu deslocamento;

● Evitar cruzar pontes abaixo das quais o nível do rio esteja subindo.

● Evitar transitar em áreas alagadas, que podem esconder riscos como buracos, bueiros abertos, fiação elétrica exposta e animais peçonhentos.

Nas questões de riscos geológicos:

● Estar sempre vigilante a qualquer movimentação no terreno;

● Se observar aparecimento de fendas ou depressões, rachaduras nas paredes, inclinação de árvores/postes ou surgimento de minas d’água, avisar imediatamente à Defesa Civil e deixar o local;

● Caso a moradia esteja localizada em área de risco alto ou muito alto, buscar abrigo na casa de amigo/parente que NÃO esteja localizada em área de risco ou no ponto de apoio mais próximo;

● Permanecer na casa de amigo/parente ou no abrigo/ponto de apoio até a Defesa Civil Municipal autorizar o regresso à moradia.

Aloma Carvalho