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Gasolina com 32% de etanol: veja quais peças do carro podem sofrer desgaste

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Mecânicos explicam como o motor se adapta à nova mistura e quando pode ser necessária uma intervenção na oficina | Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A gasolina comum vendida no Brasil passa neste sábado (1º) a ter 32% de etanol. A mudança, anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho, tem gerado reclamações entre motoristas e mecânicos.

Especialistas foram unânimes ao afirmar que a nova composição da gasolina afeta de maneira mais direta e intensa os carros antigos. Ainda assim, os modelos mais novos também podem enfrentar problemas.

Entre os principais efeitos na direção estão o aumento do consumo de combustível e a redução da autonomia dos veículos movidos exclusivamente a gasolina.

“Com mais etanol na mistura, o consumo pode aumentar ligeiramente. Acredito que no máximo 5%,” aponta Alexandre Dias, mecânico e proprietário das oficinas Guia Norte.

Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva, destaca uma diferença importante entre os dois combustíveis: a taxa de compressão.

“A compressão dos carros a gasolina baixa, o suficiente para fazer a gasolina entrar em combustão, mas não o suficiente para ‘queimar’ com eficiência o etanol. Isso gera falhas, perda de potência e dificuldade nas partidas a frio”, diz Tenório.

Partes afetadas pelo aumento de etanol na gasolina

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Carburador aberto com corrosão (parte áspera e clara) por etanol — Foto: Bruno Bandeira/arquivo pessoal
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Bomba de combustível com corrosão pelo etanol — Foto: Bruno Bandeira/arquivo pessoal
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Velas de ignição com corrosão pelo etanol — Foto: Bruno Bandeira/arquivo pessoal

Há solução, mas ela pode ser complexa

Alexandre Dias explicou que, em carros sem carburador, a ECU, também conhecida como módulo de injeção eletrônica, pode ser atualizada para que o motor se adapte à nova proporção de etanol na gasolina.

Ele também destacou que uma manutenção mais cuidadosa dos componentes citados anteriormente pode ajudar a preservar a durabilidade do veículo.

Já nos modelos mais antigos, Tenório afirmou que é possível adaptar o carburador, embora o processo esteja longe de ser simples.

Segundo ele, a dificuldade aparece “porque tem furos de passagem de ar e de combustível (giclês) no carburador, que são substituíveis por serem peças de rosca, mas será necessário ir ajustando e testando para ver o resultado, porque não existe uma tabela com as aplicações para esse tipo de combustível”.

Com informações do g1

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