O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) iniciou a campanha eleitoral neste domingo (16) no Rio de Janeiro. O 1º compromisso foi um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul da cidade.
Flávio disse que o Brasil “perdeu a soberania” ao criticar a segurança pública e afirmou ser único capaz de “sentar com os Estados Unidos”.
Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente a partir de agora os candidatos podem pedir votos explicitamente.
De colete à prova de balas sob uma camiseta, Flávio subiu em um trio elétrico por volta das 11h30. Ele estava acompanhado do seu vice na chapa, Alfredo Gaspar, e do candidato a governador Douglas Ruas, além da mãe, Rogéria, e da esposa, Fernanda.
“Sei que pareço com ele [Jair Bolsonaro]. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, discursou.
Veja outros pontos do discurso.
Segurança pública
O candidato afirmou que o Brasil “perdeu a soberania”. “Hoje não temos mais soberania sobre o nosso celular, não temos mais soberania sobre o nosso carro, não temos mais soberania sobre a sua bolsa. Você não tem mais soberania hoje sobre a sua casa, não tem soberania na sua rua, não tem soberania sobre a sua vida”, enumerou.
O senador disse que vai classificar facções criminosas como terroristas. “O Brasil vai vencer porque PCC, Comando Vermelho e milícias vão ser classificados como terroristas.”
“Eu te pergunto: quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho? Um governo que não tem a capacidade e não tem também a vontade de defender a soberania de quem mora aqui no Brasil não tem condições de manter a soberania sobre o seu próprio território. Ou tá fechado com o crime organizado, ou é muito incompetente.”
Política externa
Flávio declarou ter trânsito com as maiores potências do mundo. “Eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais pelo bem da nossa nação”, afirmou.
Economia
Flávio disse que “são mais de 80 milhões de famílias de pessoas endividadas”.
“Se coloque no lugar de um pai, de uma mãe, que tem R$ 200 contadinhos para ir no mercado com a sua filhinha. Bota o leite no carinho, bota o arroz, bota o feijão, bota uma fralda, bota o sabão em pó. E essa filhinha pede: ‘Mamãe, posso levar um pacotinho de biscoito? Posso levar um Danoninho?’ E aí na hora de passar as compras no caixa, acabou o dinheiro. “Dessa vez não vai dar pra levar, devolve na prateleira’. Essa é a realidade de milhões de brasileiros.”
Aqueles que ainda tão conseguindo comprar estão levando menos comida para casa. Um rolo de papel higiênico, que tinha 40 metros, hoje tem 36. Uma barrinha de chocolate, que antes tinha 200 gramas, hoje tem 160. A dúzia de ovos hoje tem 10 ovos. Nem a cervejinha foi poupada, porque uma latinha de 350 ml hoje tem só 269 ml. E a culpa é do Lula.









