Federação União Progressista nasce com R$ 1 bilhão do fundo eleitoral, 109 deputados federais, 15 senadores, 7 governadores, 1335 prefeitos e 12.398 vereadores

Em seu discurso, o presidente do Congreso Nacional, Senador David Alcolumbre, pregou a unidade política para resolver os problemas da população..

Formalzada politicamente numa convenção conjunta do União Brasil e do Progressistas que lotou Brasília ontem (19) de governadores, senadores, deputados,prefeitos e vereadores, a federação União Progressista finalmente saiu do papel. Seus dirigentes administrarão a maior fatia do fundo eleitoral, algo em torno de R$ 1 bilhão.

O próximo passo é dar entrada no registro formal no Tribunal Superior Eleitoral.É a maior bancada da Câmara dos Deputados e uma das maiores do Senado Federal, representando 20% do Congresso Nacional.

No Congresso, serão 109 deputados federais e 15 senadores . Além disso, são 1.335 prefeitos em todo o país,  12.398 veredores e sete governadores. Apesar do tom oposicionista em sua criação, a nova federação conta com quatro pastas na Esplanada dos Ministérios .

Dr. Luizinho continua comandando o PP no Rio

A condução da Federação será compartilhada entre o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, candidato já em campanha a deputado a federal pelo Rio de Janeiro com o apoio ostensivo da prefeitura de Belford Roxo. No Rio, o Partido Progressistas continuará sendo presidido pelo deputado federal Dr.Luizinho, Líder do PP na Câmara, enquanto o União Brasil permanece com Márcio Canela.

Caiado foi candidato a Presidente da República no século passado

O União Brasil elegeu os governadores de Goiás (Ronaldo Caiado) e de Mato Grosso (Mauro Mendes) no primeiro turno, e do Amazonas (Mauro Mendes) e Rondônia (Marcos Rocha) no segundo turno. Ronaldo Caiado é novamente candidato à Presidente da República. Entre 1986 e 1989, ele presidiu a União Democrática Ruralista ( UDR) , entidade que visa defender os interesses dos grandes proprietários rurais.[

Na política, Caiado chegou a concorrer à Presidência da República no ano de 1989 mas obteve menos de 1% dos votos. Entre 1991 e 1995 e, entre 1999 e 2014, atuou como deputado federal por Goiás. Já entre 2015 e 2018, foi senador pelo mesmo Estado, recebendo o prêmio de melhor senador pelo Prêmio Congresso em Foco no primeiro ano do seu mandato, escolhido através de eleição popular nas redes sociais. Em 2013, Caiado foi líder da bancada do extinto Democratas e foi ainda um dos membros mais ativos da bancada ruralista  do Congresso Nacional.

Os dois partidos contam com quatro pastas na Esplanada dos Ministérios. Pelo União: Celso Sabino (Turismo), Waldez Góes (Integração Nacional) e Frederico de Siqueira (Comunicações); e pelo PP: André Fufuca (Esporte).

Sem desembarque imediato

Apesar do tom oposicionista na criação da Federação, as siglas não devem fazer um desembarque imediato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A aliança deverá autorizar que ministros continuem em seus cargos por enquanto. A maioria deverá se descompatibilizar em abril, porém, para a disputa de 2026.

Apesar do tom adotado recentemente sobre a postura do Brasil em relação à crise com os Estados Unidos, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, não defende abertamente, nos bastidores, a saída do União do governo. 

Já Ciro Nogueira, presidente do PP, faz pressão para que o ministro André Fufuca renuncie ao cargo.

Aproximação com o PL

O lançamento oficial da federação União Progressista ocorre em meio a um período de estranhamento com governo. As críticas têm se voltado à conduta do presidente Lula sobre o tarifaço dos Estados Unidos e uma aproximação com o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Há pouco mais de duas semanas, o presidente convocou os ministros para uma reunião fechada, quando demonstrou desagrado com a postura de integrantes das legendas. Ciro e Rueda então procuraram Valdemar Costa Neto, presidente do Pl.

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