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Ex-assessora de Lira é alvo de operação da PF na Câmara dos Deputados em investigação sobre emendas

Ação autorizada pelo STF mira Mariângela Fialek, ligada ao comando das emendas no período em que Arthur Lira presidiu a Câmara

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12) a Operação Transparência, que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares. O principal alvo é Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. A PF investiga possíveis crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.
Lira não é alvo da ação.

Mandados em Brasília e autorização de Dino

Policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão: um no endereço de Fialek em Brasília e outro em uma sala da Câmara dos Deputados. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
Procurados, Lira e Fialek não se manifestaram até a publicação desta matéria.

A atuação de Tuca no período do Orçamento Secreto

Com salário de R$ 23.732,92 no gabinete da liderança do PP, Fialek é conhecida por parlamentares por ter sido responsável por operar a distribuição e liberação das emendas durante a gestão de Lira na presidência da Câmara, informa O Globo.
Sua influência foi especialmente marcante entre 2019 e 2022, quando vigorou o Orçamento Secreto, mecanismo que permitia a indicação de emendas sem identificação do autor e que acabou barrado pelo STF em 2022.

Papel estratégico em órgãos ligados ao Centrão

Além de coordenar liberações de verbas, Fialek chegou a integrar o Conselho Fiscal da Codevasf, estatal apelidada de “estatal do Centrão” por ser destino de grande volume de recursos de parlamentares.
Ela também ocupou uma cadeira no Conselho Fiscal da Caixa Econômica Federal, instituição que tem um indicado de Lira na presidência.

Depoimentos de parlamentares reforçam suspeitas

A PF recolheu depoimentos de parlamentares que relataram problemas no encaminhamento das emendas. Entre eles, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), José Rocha (União-BA) e Glauber Braga (PSOL-RJ).
A apuração está sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência Policial (DIP), que conduz investigações sensíveis, como o inquérito sobre o plano de golpe de Estado articulado no fim de 2022.

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