Fotos: Paulo Cezar Pereira
Durante esta semana, milhares de jovens organizaram manifestações estudantis em diversos estados brasileiros para declarar apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial. Mobilizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), os atos ocorreram em ruas e universidades de pelo menos 13 estados e no Distrito Federal, unindo pautas educacionais e a defesa da democracia.

Os estudantes da Baixada também saíam às ruas em Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Paracambi. Eles estão neste sábado ( 10) no calçadão de Nova Iguaçu e prometem na próxima quarta-feira ( 15) lotar a Praça Rui Barbosa.
Neste sábado, os estudantes da Rural e da Uerj panfletaram, distribuíram adesivos com Lula e pediram votos para o candidato do PT na esquina da Nilo Peçanha com Amaral Peixoto. A campanha de Flávio Bolsonaro não foi vista no Centro de Nova Iguaçu.

Na quarta-feira (7), o movimento ganhou força no Rio de Janeiro. Uma caminhada expressiva partiu da Candelária em direção à Cinelândia, ocupando a Avenida Rio Branco. Além do apoio político, os manifestantes reivindicaram a manutenção da educação pública gratuita, o fim da escala de trabalho 6×1 e a proteção das instituições democráticas.
Só tem Lula no calçadão
No dia seguinte, quinta-feira (8), as mobilizações se espalharam pelo país. Em São Paulo, os atos se concentraram em instituições tradicionais como a Faculdade Cásper Líbero e a Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de um encontro na Praça Roosevelt. Estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará também registraram protestos.
Defesa da democracia e direitos sociais
Na Região Norte, estudantes se reuniram no campus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins (UFT). O jornalista Kaio Costa, egresso da instituição, destacou que a mobilização vai além do cenário eleitoral, representando uma resistência contra o avanço do conservadorismo global que ameaça minorias e direitos conquistados.
“Como homem negro e LGBT nascido no interior, não posso apenas assistir aos retrocessos nos direitos básicos de comunidades minoritárias e mulheres”, afirmou Costa, justificando sua presença no ato público.
No Distrito Federal, a concentração ocorreu na Universidade de Brasília (UnB). A estudante de direito Ada Victória Moura Leite, de 18 anos, ressaltou a presença de secundaristas e moradores locais. Segundo ela, a união da comunidade é essencial para evitar o retrocesso de um Estado que deve valorizar a universidade pública e respeitar os direitos humanos.
FONTE/CRÉDITOS: Iara Balduino – Repórter da Agência Brasil








