Estado inaugura no Hemorio novo centro para transplante de medula óssea

setembro 11, 2020 /

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro inaugurou, nesta sexta (11), o novo centro de transplante de medula óssea do Hemorio. O centro funcionará no quarto andar do prédio da unidade, no Centro do Rio, em área fechada, isolada e com purificação de ar para diminuir a propagação de microorganismos.

Com o novo espaço, o Hemorio retomará, em outubro, o programa interno de transplantes. A unidade também receberá pacientes de outros hospitais. Agora, somam-se quatro hospitais públicos do Estado do Rio que realizam transplantes de medula óssea, dentre eles: o INCA, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ; o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj; e o Hemorio, que será referência para transplantes autólogos (feito com as células-tronco hematopoiéticas do próprio paciente).

– Inaugurar um espaço tão importante, em um dos momentos mais desafiadores para o nosso Estado, é muito gratificante. O Hemorio é um dos principais pilares da saúde do Rio de Janeiro e agora vai beneficiar ainda mais doadores e pacientes – disse Bousquet.

Médicos especialistas em transplante de medula foram recrutados por meio de concurso público realizado pela Fundação Saúde, que é responsável pela gestão do Hemorio. Os transplantes de medula óssea têm o potencial de salvar muitas vidas, ao aumentar a chance de cura em doenças como leucemias agudas, mielomas e linfomas.

Como a oferta de leitos para transplantes autólogos era muito limitada, o Hemorio muitas vezes precisava enviar pacientes para centros de transplante em Juiz de Fora (MG), Vitória (ES) ou Jaú (SP). Essa dificuldade acabou. Há 26 pacientes aguardando o transplante.

– O Hemorio sempre foi reconhecido pela sua excelência no atendimento, e agora, com a inauguração deste novo centro, será possível direcionar esforços ainda maiores para a saúde dos doadores e pacientes. A inauguração desse espaço é um marco importante para nós e para todos os moradores do Rio de Janeiro – explicou o diretor geral do Hemorio, Luiz Amorim.

Foto: Mauricio Bazilio/Divulgação

Aloma Carvalho