Em Nova Iguaçu, ação simulada da Defesa Civil envolveu mais de 30 unidades municipais e cerca de 8 mil alunos e funcionários; em Belford Roxo, ação contou com a participação de cerca de 350 alunos do ensino fundamental (manhã e tarde) da Escola Municipal José Pinto Teixeira e do CIEP Municipalizado Vinicius de Moraes, inclusive com os alunos com mobilidade reduzida ou outras deficiências.

A Secretaria Municipal de Defesa Civil de Nova Iguaçu promoveu, na manhã desta sexta-feira (28), um grande Exercício Simulado de Desocupação de Emergência em escolas da rede municipal. A ação ocorreu simultaneamente em 33 unidades que já receberam o Projeto “Escolas Seguras – Desenvolvendo a Resiliência Através da Educação” e envolveu mais de 8 mil pessoas. A atividade também celebrou o Dia Estadual de Redução de Riscos de Desastres, comemorado neste sábado (29), e marcou o encerramento de mais uma temporada do projeto, realizado pela Prefeitura desde 2017.
A simulação de evacuação em caso de incêndio é apenas uma das etapas do projeto. Ao longo da semana, alunos e funcionários das unidades visitadas recebem instruções de primeiros socorros, orientações sobre como proceder em acidentes domésticos e aprendem a acionar equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e SAMU.
“Nosso objetivo é fazer com que todas as pessoas das escolas, desde os alunos mais novos aos funcionários, estejam preparadas para enfrentar adversidades. Cidadãos conscientes têm mais capacidade de lidar com este tipo de situação e, consequentemente, mais chances de se colocar em segurança”, afirmou o secretário municipal de Defesa Civil, Jorge Ribeiro Lopes.
Uma das escolas participantes foi a E.M. Pera Flor, no bairro Prados Verdes. Em apenas um minuto e 18 segundos, cerca de 400 crianças deixaram as salas de aula e se abrigaram no pátio. Entre elas estava Mariana Silva de Medeiros Lara, de 12 anos, aluna do 6º ano. “Aprendi que o mais importante é manter a calma e sair da sala sem correr, porque a correria pode causar acidentes e machucar as pessoas”, disse.
O projeto também incentiva a multiplicação do conhecimento. Bryan Luccas Cerqueira de Santos contou que aprendeu com o pai — que trabalha com gás de cozinha — como agir em caso de incêndio e considerou o treinamento fundamental para que seus colegas também aprendessem noções básicas de primeiros socorros e evacuação.
“Muitas pessoas saem correndo quando veem o fogo. O treinamento mostrou como reagir. Se acontecer um incêndio na escola, temos que lembrar do que foi ensinado para escapar do perigo”, comentou o estudante de 12 anos.
Em oito anos, o projeto “Escolas Seguras” já passou por 43 unidades municipais e capacitou mais de 17.500 pessoas. Ele entra em pausa no fim do ano e retorna em 2026, após o verão. Neste período, as equipes da Defesa Civil estarão concentradas no Plano de Contingência, que será apresentado em dezembro, e na atuação em possíveis ocorrências relacionadas às chuvas de verão.
Belford Roxo também fez o dever de casa
Em Belford Roxo, a Secretaria Municipal de Defesa Civil promoveu o Simulado de Evacuação Escolar nos bairros Recantus e Jardim do Ipê. A ação contou com a participação de cerca de 350 alunos do ensino fundamental (manhã e tarde) da Escola Municipal José Pinto Teixeira e do CIEP Municipalizado Vinicius de Moraes, inclusive com os alunos com mobilidade reduzida ou outras deficiências. O objetivo foi fortalecer a cultura de prevenção e aprimorar a resposta da comunidade escolar diante de emergências, especialmente com a chegada do verão, período de chuvas frequentes.
Parceria com a Educação
“A segurança das crianças sempre será prioridade. Nosso objetivo é transformar cada aluno em multiplicadores da informação, preparando a unidade escolar para lidar com quaisquer situações de emergência, reduzindo riscos e garantindo a segurança coletiva. Esta parceria com a Secretaria Municipal de Educação complementa nosso compromisso de manter Belford Roxo cada vez mais segura”, afirmou o secretário municipal de Defesa Civil, Evalder Perini.
Simulados fundamentais
Os simulados são fundamentais para capacitar alunos e professores a reagir em cenários reais, atuando diretamente na redução do pânico e na garantia de que todos possam aderir ao plano de evacuação com segurança e tranquilidade.
Integração das pastas
A secretária municipal de Educação, Sheila Boechat, enfatizou a relevância da integração entre as pastas. “A parceria entre as Secretarias de Educação e de Defesa Civil vem se consolidando como um exemplo de compromisso com a segurança e o bem-estar de toda a comunidade escolar. Neste período, as unidades de ensino estão vivenciando um importante simulado de ação em situação de risco, especialmente voltado para a evacuação dos prédios em cenários adversos. Essa iniciativa reforça a necessidade de promover, de forma contínua, ações de prevenção, orientação e preparo, garantindo que crianças, profissionais e famílias estejam mais conscientes e protegidos diante de possíveis emergências. Ao integrar Educação e Defesa Civil, o município reafirma seu comprometimento com um ambiente escolar mais seguro, fortalecendo a confiança e a tranquilidade de todos que diariamente convivem nas creches e escolas”, destacou a secretária.
Atividades de conscientização
O encontro incluiu atividades de conscientização, preparação e prevenção de acidentes, conhecimento das rotas de fuga seguras e pontos de encontro em escolas e comunidades localizadas em áreas de risco. O diretor da Divisão de Assistência Social e Ensino (DIASE), Sandro Campos, ressaltou a importância da atividade. “Levar essas informações para as crianças é mais do que só um simulado; é treinar a autoproteção de cada um. Eles aprendem a ouvir o que é dito, a seguir as rotas de fuga seguras do bairro e a ajudar uns aos outros”, finalizou.
Unidades escolares
O deslocamento nas repartições das unidades escolares foi organizado de maneira segura, seguindo um percurso previamente estabelecido até um local seguro (quadra esportiva). A aluna Sofia Garcia, 14 anos, destacou o que aprendeu durante a realização do exercício simulado: “Hoje aprendi que, diante de uma emergência, devo manter a calma e ajudar as pessoas que estão no mesmo ambiente que eu, pois o desespero pode nos levar a tomar atitudes erradas e acabar acontecendo algo pior”, argumentou.
A iniciativa reforça a principal missão da atual gestão, que é a construção de uma cidade mais resiliente, transformando a preparação para os momentos dentro do ambiente escolar.