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Eleição no Rio vai ter emoções até o fim

Como diria um narrador do Sportv , vai ter emoções até o fim ! No entanto, as emoções dos interesses políticos não são as dos estádios de futebol. Como a política no Rio não é para amador , é impossível, hoje , uma análise que aponte um vencedor com a movimentação das pedras neste jogo de xadrez voltado para as eleições deste ano . As investigações da Polícia Federal do escândalo que envolve a fraude financeira bilionária do Banco Master estão atingindo as estratégias dos grupos políticos que estão de olho na sucessão do governador Cláudio Castro. Os desdobramentos destas ações da PF no eleitorado ainda não foram transformados em números nas pesquisas eleitorais de intenção de voto.

A Cedae enfrenta uma crise após investir cerca de R$ 248 milhões em CDBs do Banco Master, com relatos de inadimplemento na tentativa de resgate. Os aportes começaram em 2023, mesmo após alertas, e a empresa busca medidas jurídicas. O caso envolve o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e levanta questionamentos sobre a gestão dos ativos após a privatização. Outro problema para Castro é o Rioprevidência, uma autarquia que torrou mais de R$ 1 bilhão com o Master, apesar do TCE-RJ alertar para o risco com um banco que está em liquidação judicial.

Foi neste contexto, agravado com a prisão, nesta sexta-feira (24) , pela Polícia Federal, de dirigentes do Rioprevidência, que o governador do Rio admitiu permanecer no cargo até o final de seu mandato. Sem um vice-governador desde a ida de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado, Castro está em campanha para o Senado. No entanto, sua estratégia foi atropelada pelos fatos: o rompimento com o deputado Rodrigo Bacellar por conta da demissão de Washington Reis da Secretaria estadual de Transportes durante a interinidade do então presidente da Alerj no cargo de governador.

A tensão política no Rio foi agravada, mais adiante, com a prisão de Rodrigo Bacellar pela Polícia Federal. Bacellar, afastado da presidência da Alerj, atualmente usa tornozeleira eletrônica. Investigações do STF sobre o crime organizado revelaram que o então deputado TH Jóias foi avisado por Bacellar sobre um mandado de prisão e de busca e apreensão no apartamento de TH Jóias, braço político do Comando Vermelho, na Barra da Tijuca. TH Jóias está preso preventivamente e foi expulso pelo PMDB do Rio.

Articulado, Cláudio Castro, bolsonarista, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se aproximaram publicamente, principalmente após a prisão de Bacellar, que era o candidato do União Brasil na disputa da sucessão estadual. Favorito até o momento em pesquisas de intenção de voto para governador, Paes começou a se movimentar pela direita e divulgou vídeos nas redes sociais participando de reuniões políticas com o governador do Rio. Políticos mais à esquerda passaram a desconfiar das reais intenções de Paes na campanha eleitoral deste ano.

A aproximação de Paes com Castro mobilizou o PT e fez do atual Secretário Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR), André Ceciliano, candidato a governador para um mandato-tampão. Cecliano, ex-presidente da Alerj, político experiente, tem recebido manifestações de apoio de deputados de praticamente todos os partidos para suceder Cláudio Castro através de uma eleição indireta. Ceciliano quer pacificar a política no Rio e oferecer a Lula uma campanha que se transforme em votos no Rio, berço do bolsonarismo.

Como na política tudo pode acontecer, a candidatura de Nicolas Miccione, Secretário do Gabinete Civil de Cláudio Castro, um técnico, ainda é removível na Alerj na disputa indireta por um mandato-tampão. Tudo vai depender dos desdobramentos das investigações do Banco Master e da capacidade do governo estadual de resistir a mais uma crise.

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