Diocese de Nova Iguaçu se despede de Irmã Yeda Dalcin com missa de exéquias no IESA

Fotos: Diocese de Nova Iguaçu/Divulgação.

 Diocese de Nova Iguaçu se despediu neste sábado, 7 de março, da irmã Yeda Maria Dalcin, religiosa das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição de Maria de Bonlanden. Ela faleceu na última quinta-feira, 6 de março, após um período de enfermidade. As exéquias reuniram religiosas, educadores, ex-alunos e fiéis que conviveram com a missionária ao longo de quase seis décadas de serviço ao Evangelho na Baixada Fluminense.

Natural de Sarandi (RS), irmã Yeda encontrou ainda na infância o exemplo que marcaria sua vocação de serviço. Segundo a madre superiora da congregação, irmã Naná, foi na própria família que ela aprendeu a olhar para os mais necessitados. Seu pai, que foi prefeito da cidade, chegou a transformar a própria casa em um hospital improvisado para acolher pessoas doentes. “Irmã Yeda sempre teve os pobres no horizonte e no coração”, recordou.

A religiosa construiu sua missão principalmente no Instituto de Educação Santo Antônio (IESA), em Nova Iguaçu, onde dedicou grande parte de sua vida à educação. Ali ajudou a formar gerações de estudantes, sempre unindo ensino, fé e compromisso com o próximo.

A partida da religiosa provocou grande comoção entre as irmãs da congregação e entre aqueles que conviveram com ela ao longo da vida. Entre eles está irmã Alcira, que acompanhou irmã Yeda desde a adolescência. As duas percorreram juntas o caminho vocacional, fizeram o noviciado e partilharam anos de missão na Diocese de Nova Iguaçu.

Segundo o bispo, irmã Yeda foi uma pessoa que viveu “com pressa de servir”. Não a pressa da ansiedade”, explicou, mas “a pressa do amor”.

“Quem ama não guarda para si o tesouro que tem no coração, mas distribui. Assim foi a vida da irmã Yeda”, afirmou.

Dom Gilson destacou também o papel da religiosa como educadora e formadora de gerações. Para ele, sua vida foi um testemunho do valor da educação inspirada pelo Evangelho.

“Não há educação sem amor. Educar é promover o bem da pessoa inteira: a inteligência, o coração, o espírito e os valores”, disse.

O bispo lembrou ainda a profunda sensibilidade da religiosa para com os pobres e as famílias em dificuldade. “Seu coração era profundamente compassivo. Ela não apenas amava os pobres, mas ajudava outros a amá-los.”

Após a missa de exéquias, fiéis, amigos, religiosas da congregação e familiares — entre eles duas sobrinhas de irmã Yeda que vieram se despedir — permaneceram por algum tempo em oração e silêncio junto ao corpo da religiosa, em um momento marcado pela gratidão e pela despedida.

Por volta das 11h, o corpo foi transladado para Itapecerica da Serra (SP), onde foi sepultado no Convento Maria Imaculada, casa da congregação.

Ao final da celebração, dom Gilson afirmou que a vida da irmã Yeda permanece como herança para a comunidade.

“Ficam as sementes que ela plantou em tantos corações. Fica o testemunho de uma existência que não buscou a si mesma, mas sempre o bem dos outros.”

A religiosa partiu no início do tempo da Quaresma, período em que a Igreja se prepara para a Páscoa. Para o bispo, esse tempo ajuda a compreender o sentido de sua vida.

“Ela viveu a Páscoa do amor que se entrega até o fim: servindo, formando gerações e cuidando das pessoas.”

Ao despedir-se, a Diocese de Nova Iguaçu agradece o testemunho de fé, dedicação e amor ao próximo deixado por irmã Yeda Dalcin, cuja vida permanece como inspiração para todos que foram tocados por sua missão.

*Com informações da Assessoria de Imprensa da Diocese de Nova Iguaçu

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