O governo interino do Rio confirmou nesta sexta-feira (8) uma ampla mudança na estrutura regional do Inea. O Diário Oficial publicou a exoneração de sete dos oito superintendentes regionais do órgão ambiental, consumando a operação que já havia sido antecipada pelo Agenda do Poder na quinta-feira (7).
A crise ganhou força após os servidores serem avisados, ainda na quinta, por meio de um grupo de WhatsApp, de que seriam retirados para a entrada de novos integrantes da gestão. A forma da comunicação provocou forte desconforto nos bastidores do instituto e aumentou a tensão interna no órgão ambiental fluminense.
As exonerações atingiram praticamente toda a estrutura regional do Inea. Foram desligados Elcio Gregg Meissner da Costa, da Superintendência Regional Baía da Ilha Grande; Maurício Coelho Macedo, do Médio Paraíba do Sul; Juvenil Reis dos Santos, da Piabanha; Anna Carolina de Alcântara Ribeiro, da Baía de Guanabara; Valdemir Dias da Silva, da Lagos São João; Nestor Prado Junior, da Rio Dois Rios; e Danilo Farias Heringer de Oliveira, de Macaé e das Ostras.
A única poupada, pelo menos até agora, foi a Superintendência Regional Baixo Paraíba do Sul (Supbap), que permanece sob comando de Leonardo Barreto Almeida Filho.
Mudanças ampliam pente-fino no governo
As demissões reforçam o processo de reestruturação administrativa conduzido por Ricardo Couto desde que assumiu interinamente o Palácio Guanabara. Nas últimas semanas, o governo já havia promovido mudanças em áreas estratégicas da administração estadual, incluindo fundações, secretarias e autarquias.
No caso do Inea, o impacto interno foi ainda maior pela forma como os desligamentos vieram à tona. Como mostrou a reportagem do Agenda do Poder, os servidores foram surpreendidos pela mensagem no grupo de WhatsApp informando que deixariam espaço para os novos gestores.
O Inea exerce papel central na política ambiental do estado, sendo responsável por licenciamento ambiental, fiscalização, gestão de recursos hídricos e preservação ambiental em diversas regiões fluminenses.
Até o momento, o governo estadual não detalhou oficialmente os critérios utilizados para a troca em massa das superintendências regionais do órgão.








