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Dia Mundial da Bicicleta: projetos da Alerj reforçam debate sobre mobilidade sustentável no Rio

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No Dia Mundial da Bicicleta, a discussão sobre mobilidade sustentável ganha espaço no Rio de Janeiro – Foto: Thiago Lontra

No Dia Mundial da Bicicleta, celebrado nesta quarta-feira (03), o Rio de Janeiro volta a discutir o desafio de transformar a bicicleta em uma alternativa real de transporte. Embora as capitais brasileiras tenham ampliado suas redes de ciclovias nos últimos anos, apenas 1,9% da população urbana vive em ruas com infraestrutura voltada para ciclistas, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE em 2025.

O debate ganha força em um estado onde o transporte está entre os principais responsáveis pela emissão de poluentes e onde experiências como a da Ilha de Paquetá mostram que modelos urbanos menos dependentes de automóveis são possíveis.

Ao mesmo tempo, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tem discutido projetos que buscam ampliar a segurança e incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte.

Projetos da Alerj buscam ampliar segurança e integração da bicicleta ao transporte público

Uma das principais iniciativas em vigor é a Lei 7.105/15, que criou o Sistema Cicloviário Estadual e estabeleceu diretrizes para integrar a bicicleta às políticas de mobilidade urbana no Rio de Janeiro.

Mais recentemente, os deputados aprovaram o Projeto de Lei 5.137/25, que prevê reforço na sinalização e na segurança de pedestres em ciclovias localizadas nas orlas marítimas. A proposta determina a instalação de sinalização de advertência e a demarcação de faixas de travessia em pontos de acesso às praias.

Porém, o texto ainda aguarda sanção ou veto do governador em exercício.

Autor da lei que instituiu o Sistema Cicloviário Estadual, o deputado Carlos Minc (PSB) defende que a mobilidade sustentável deve ser tratada como parte da política ambiental das cidades.

“Os principais responsáveis pela poluição sonora são os transportes sobre rodas, movidos, em sua maioria, a diesel e gasolina. Então, temos que pensar na geração de tráfego, que é a matriz desse problema. Por isso o incentivo à mobilidade sustentável faz parte do conceito de ecologia urbana, que reúne práticas voltadas à manutenção de cidades mais sustentáveis”, afirmou.

Outra proposta em tramitação na Assembleia é o Projeto de Lei 1.858/16. O texto prevê o transporte de bicicletas em embarcações, trens e metrô, fora dos horários de pico, como forma de facilitar a integração entre diferentes modais.

Plano de Mobilidade da Região Metropolitana prevê maior integração entre bicicletas e transporte coletivo

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alerj, Jorge Felippe Neto (PL) afirma que a ampliação da mobilidade ativa é uma das ferramentas previstas para melhorar os deslocamentos na Região Metropolitana.

Segundo ele, a bicicleta tem papel estratégico na integração com modais de alta capacidade, como trem, metrô e BRT, especialmente nos trajetos entre a residência e as estações de transporte coletivo.

“A bicicleta deixou de ser apenas uma alternativa de lazer e passou a ocupar um papel central na mobilidade sustentável das grandes cidades. O desafio agora é garantir infraestrutura segura e convivência responsável entre todos os modais”, avalia.

Ainda segundo o parlamentar, a mobilidade ativa contribui para a redução das emissões de gases poluentes, a diminuição dos congestionamentos e a melhoria da saúde pública.

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