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Desempenho de Lula no Sudeste melhora, mas Flávio Bolsonaro mantém vantagem entre evangélicos, diz Quaest

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Levantamento detalha mudanças nas intenções de voto por região, renda, religião, idade e escolaridade e aponta crescimento do presidente em grupos onde o senador liderava meses atrás

O detalhamento da pesquisa Genial/Quaest divulgado após o levantamento da última quarta-feira (15) revela mudanças importantes na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em diferentes segmentos do eleitorado brasileiro.

No cenário estimulado de segundo turno, divulgado anteriormente, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Agora, a abertura dos dados mostra onde ocorreram as principais oscilações desde o início da série histórica da pesquisa, realizada em março.

Os números indicam que o presidente ampliou sua presença em grupos nos quais o senador do PL mantinha vantagem, como homens, moradores do Sudeste, eleitores de maior renda e pessoas com ensino superior. Em alguns desses segmentos, a liderança de Flávio foi revertida; em outros, a vantagem diminuiu até configurar empate técnico.

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. O instituto ressalta que a margem de erro é maior nos recortes por segmentos específicos do eleitorado, devido ao tamanho reduzido das amostras.

Lula assume vantagem numérica no Sudeste

A distribuição regional dos votos mostra um cenário mais equilibrado do que o registrado nos primeiros meses do ano.

O Nordeste permanece como o principal reduto eleitoral de Lula. Na região, o presidente mantém vantagem de 26 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro, embora essa diferença tenha diminuído em relação a março, quando era de 35 pontos.

No Sul, Flávio Bolsonaro continua liderando, mas sua vantagem também caiu. Em abril, o senador chegou a abrir 25 pontos de diferença sobre Lula. Agora, a dianteira é de 13 pontos.

A mudança mais significativa ocorreu no Sudeste. Depois de liderar com oito pontos em março e ampliar essa vantagem para 12 pontos em abril, Flávio perdeu espaço. No levantamento atual, Lula aparece numericamente à frente, com 40% das intenções de voto, contra 37% do adversário. Apesar disso, o resultado configura empate técnico dentro da margem de erro.

Outra inversão importante foi registrada nas regiões Centro-Oeste e Norte. Em março, Flávio Bolsonaro liderava por 15 pontos. Agora, Lula passou à frente e registra vantagem de 14 pontos nesse recorte.

Presidente amplia apoio entre homens e mantém liderança entre mulheres

Entre as mulheres, Lula segue liderando a disputa e ampliou sua vantagem ao longo dos últimos meses.

Em março, a diferença era de oito pontos percentuais. Após um empate técnico registrado em abril, o presidente voltou a crescer e agora aparece com 47% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro.

Entre os homens, a mudança também chamou atenção. O senador liderava esse segmento no início da série histórica, chegando a registrar 46% das intenções de voto contra 38% de Lula em março.

Com a evolução da campanha, essa vantagem foi diminuindo até que o cenário atual passou a indicar empate técnico, com Lula numericamente à frente: 44% contra 40%.

Eleitorado jovem permanece dividido

A pesquisa também mostra diferenças importantes entre as faixas etárias.

O grupo de eleitores com 60 anos ou mais continua sendo o mais favorável ao presidente. Lula ampliou sua vantagem nesse segmento, passando de 13 para 17 pontos percentuais desde março.

Entre os jovens de 16 a 34 anos, o cenário mudou ao longo dos últimos meses. Flávio Bolsonaro liderava numericamente no início da série e chegou a abrir oito pontos de vantagem em abril.

A tendência, porém, se inverteu. Atualmente, Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 40% do senador, resultado que permanece dentro da margem de erro e caracteriza empate técnico.

Já entre os eleitores de 35 a 59 anos, Lula também passou à frente. Depois de aparecer atrás do adversário nos primeiros levantamentos, agora registra vantagem de nove pontos nesse grupo.

Diferença entre católicos e evangélicos diminui

O recorte religioso continua mostrando perfis distintos de preferência eleitoral.

Entre os católicos, Lula ampliou sua liderança. Em março, a vantagem era de nove pontos percentuais. Agora, o presidente soma 52% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro, abrindo distância de 20 pontos.

No eleitorado evangélico, o senador permanece na frente, mas perdeu parte da vantagem construída ao longo dos últimos meses.

Em maio, Flávio chegou a registrar vantagem de 37 pontos percentuais nesse segmento. No levantamento atual, a diferença caiu para 22 pontos, com 53% das intenções de voto para o senador e 31% para Lula.

Independentes passam a favorecer Lula

Outro dado relevante envolve os chamados eleitores independentes, grupo formado por pessoas que afirmam não se identificar como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita.

Nesse segmento, Lula aparece agora com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27%.

Outros 26% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos em um eventual segundo turno.

Segundo a série histórica da Quaest, o cenário representa uma mudança importante, já que, em março e abril, Flávio aparecia numericamente à frente nesse grupo.

Ensino superior deixa de ser vantagem para Flávio

A evolução da disputa também aparece quando a pesquisa é dividida pelo nível de escolaridade.

Entre os eleitores com ensino fundamental, Lula ampliou sua vantagem de 14 para 23 pontos percentuais, chegando a 53% contra 30% de Flávio Bolsonaro.

No grupo com ensino médio, o senador ainda aparece numericamente à frente, com 40% contra 39% do presidente, mas o resultado configura empate técnico. Em abril, Flávio havia aberto vantagem de 18 pontos nesse segmento.

Entre os eleitores com ensino superior completo, a mudança também foi significativa. O senador chegou a liderar por 17 pontos em abril. Agora, registra 44% das intenções de voto, contra 40% de Lula, diferença igualmente considerada empate técnico.

Diferença entre os mais ricos praticamente desaparece

A renda familiar também apresentou mudanças importantes.

Lula mantém ampla vantagem entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, registrando 54% das intenções de voto contra 29% de Flávio Bolsonaro.

Entre aqueles com renda entre dois e cinco salários mínimos, o cenário passou de vantagem para o senador nos primeiros levantamentos para um empate técnico. Atualmente, Lula aparece com 43%, enquanto Flávio registra 40%.

A maior mudança ocorreu entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos.

Em março, Flávio Bolsonaro liderava esse grupo por 19 pontos percentuais, marcando 52% contra 33% de Lula.

Quatro meses depois, a diferença praticamente desapareceu. O senador aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 40%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

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