Instituído em homenagem ao aniversário de Mahatma Gandhi, o Dia Mundial da Não-Violência e Cultura de Paz, celebrado em 30 de janeiro, convida a sociedade a refletir sobre práticas que enfrentam conflitos por meio do diálogo, da escuta e do reconhecimento do outro. Mais do que um marco simbólico, a data aponta para experiências concretas que, no cotidiano dos territórios, atuam na prevenção de violências e no fortalecimento dos vínculos comunitários.
Nesse contexto, projetos socioculturais desenvolvidos em áreas periféricas assumem papel estratégico ao criar espaços seguros de convivência, expressão e formação cidadã. É o caso do Cultura na Faixa, iniciativa voltada à democratização do acesso à cultura, à educação e à participação social, com atuação direta em comunidades da Baixada Fluminense.
Por meio de oficinas artísticas, atividades formativas e ações coletivas, o projeto estimula práticas baseadas no respeito às diferenças, na cooperação e no reconhecimento das identidades locais. A proposta não se limita à oferta de atividades culturais, mas se estrutura como uma estratégia de mediação social, capaz de promover encontros entre gerações, reduzir tensões e ampliar repertórios de diálogo dentro dos territórios.
Walter Mesquita, gerente de Projetos, destaca que a cultura de paz, nesse sentido, é tratada como um processo contínuo, construído a partir da escuta ativa e da valorização das trajetórias individuais e coletivas. “Ao ocupar o tempo livre de crianças, jovens e adultos com atividades que estimulam a criatividade, o pensamento crítico e o trabalho coletivo, o projeto contribui para a redução de situações de vulnerabilidade e para o fortalecimento do sentimento de pertencimento comunitário”, disse.
No Dia Mundial da Não-Violência, a experiência do Cultura na Faixa evidencia que a promoção da paz não se dá apenas por discursos institucionais, mas por práticas enraizadas no cotidiano. A atuação territorial permite identificar demandas locais, criar redes de apoio e estimular soluções construídas de forma colaborativa, reforçando a ideia de que a não-violência é também uma política de cuidado e de presença constante.
O Cultura na Faixa é um projeto da ONG Se Essa Rua Fosse Minha (SER), desenvolvido por meio de convênio com a Transpetro, e integra um conjunto de ações que utilizam a cultura como ferramenta de transformação social. Ao contextualizar sua atuação nesta data, o projeto reforça a importância de políticas públicas e iniciativas da sociedade civil que apostem na cultura como eixo estruturante para a convivência democrática e a justiça social.
Em um cenário marcado por desigualdades históricas e conflitos persistentes, experiências como essa demonstram que a cultura de paz se constrói no território, a partir de relações de confiança, continuidade das ações e reconhecimento da diversidade como valor coletivo.
Sobre o Cultura na Faixa
O Projeto Cultura na Faixa é uma iniciativa sociocultural e educacional voltada para comunidades situadas nas faixas de dutos da Transpetro, na Baixada Fluminense (RJ). Seu objetivo é fortalecer vínculos comunitários, promover a convivência em grupo e prevenir situações de risco social, criando espaços seguros e colaborativos. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, o projeto promove cultura de paz e desenvolvimento comunitário, ampliando seu impacto por meio de parcerias com a sociedade civil e o setor privado. Cada área atendida conta com uma base de apoio comunitária, garantindo presença fixa e reforçando o sentimento de pertencimento junto à comunidade.








