Witzel, esposa e secretários viram réus por corrupção, fraude, peculato e lavagem de dinheiro

junho 16, 2021 /

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, se tornou réu após a Justiça Federal receber, nesta quarta-feira, 16, denúncia contra ele, sua mulher, Helena, o pastor Everaldo, o ex-secretário de Saúde Edmar Santos e o ex-secretário de desenvolvimento econômico Lucas Tristão.

Eles são acusados de constituir organização criminosa para praticar crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro.

No mesmo processo, viraram réus Gotardo Lopes Neto, Edson da Silva Torres, Vitor Hugo Barroso, Nilo Francisco da Silva Filho, Cláudio Marcelo Santos Silva, José Carlos de Mello e Carlos Frederico Lorette da Silveira, segundo o jornal O Globo.

Witzel pede para se retirar, e audiência na CPI é encerrada

Após mais de 4 horas de depoimento, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel pediu para se retirar da sessão da CPI da Pandemia, e a comissão foi encerrada no início da tarde desta quarta-feira (16). Ontem (16), o Ministro Nunes Marques havia concedido ao ex-governador o direito de não comparecer à sessão e, comparecendo, ficar em silêncio sempre que julgasse conveniente e não ser obrigado a firmar compromisso de dizer a verdade pelo fato de Witzel ser investigado por assuntos em análise na CPI e não pode ser eventualmente obrigado a produzir provas contra si mesmo. Ele é réu em processo que apura corrupção e lavagem de dinheiro. O caso tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, ele quis comparecer e dar esclarecimentos sobre possíveis fraudes no enfrentamento da covid-19.

“Agradeço a oportunidade, agradeço as perguntas, e tenho certeza que muito temos a contribuir futuramente”, disse Witzel

Em seu depoimento à CPI, o ex-governador fez ataques ao presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que o governo federal “deixou os governadores à mercê da desgraça que viria” na pandemia e que Bolsonaro criou o discurso de perseguição aos governadores por ser contra as medidas de distanciamento social.

Witzel afirmou também que Bolsonaro não tem diálogo com os governadores e que o auxílio emergencial demorou a começar a ser pago, o que dificultou a adoção de medidas contra o vírus.

Aloma Carvalho