O governador em exercício Ricardo Couto oficializou, em edição do Diário Oficial desta segunda-feira (20), a exoneração de toda a cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM). As demissões ocorrem após os desdobramentos da Operação Ouroboros, que investiga um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da autarquia.
Foram exonerados o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, o Didê; o ex-diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL); e o ex-diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno.
A Operação Ouroboros foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) no início do mês e apura um esquema que teria movimentado ilegalmente cerca de R$ 86 milhões em contratos firmados pelo instituto. Segundo as investigações, o IRM era utilizado para direcionar licitações e favorecer empresas previamente escolhidas.
MP detalha esquema
Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Além dos três ex-dirigentes, também foi presa Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Mauricio Knoploch e cunhada do deputado Alexandre Knoploch.
As investigações apontam Franquis Nepomuceno como responsável pela ordenação de despesas e pela estrutura de escolta utilizada no esquema, enquanto Mauricio Knoploch é apontado como articulador do direcionamento das licitações.
