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Comércio exterior do Rio bate US$ 80,2 bilhões e cresce 9% mesmo com tarifas de Trump

Petróleo lidera exportações recordes, máquinas e automóveis avançam, e estado supera média nacional no comércio internacional

A corrente de comércio internacional do Rio de Janeiro — soma de exportações e importações — alcançou US$ 80,2 bilhões em 2025, crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Os dados são da Firjan, entidade que representa a indústria fluminense, e foram reportados pelo jornal O Globo. Os números apontam um desempenho superior à média nacional, que avançou 5% no mesmo período.

O resultado foi registrado em um cenário de instabilidade no comércio global, marcado por medidas tarifárias impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ainda assim, o estado fechou o ano com recordes tanto em exportações quanto em importações.

O saldo comercial do Rio foi de US$ 15,9 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 48,1 bilhões e importações de US$ 32,2 bilhões. Todas as cifras representam os maiores valores da série histórica.

Petróleo sustenta resultado

O setor de petróleo e gás manteve papel central na balança comercial fluminense. Com embarques que totalizaram US$ 37,9 bilhões, o segmento respondeu por 79% das vendas externas do estado e registrou crescimento de 4% no ano.

A China consolidou-se como principal destino do petróleo fluminense, com US$ 17,0 bilhões em compras, o equivalente a 45% das exportações do produto. Por outro lado, houve retração nos embarques para dois dos três principais mercados compradores: Estados Unidos e Espanha.

A dependência do setor energético segue como marca estrutural da pauta exportadora do Rio, embora outros segmentos tenham apresentado expansão expressiva.

Máquinas e automóveis ganham espaço

Entre os destaques positivos, a Firjan aponta o avanço nas exportações de máquinas e equipamentos, que cresceram 53% e atingiram US$ 1,3 bilhão. Dentro desse grupo, as vendas de torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes mais que dobraram, com salto de 106%, alcançando US$ 456 milhões.

Outro segmento que registrou forte expansão foi o de automóveis de passageiros. As exportações subiram 80%, somando US$ 532 milhões. A Argentina se destacou como principal destino desses veículos.

Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o desempenho reforça a importância da inserção internacional das empresas fluminenses.

“Isso reforça a importância da atuação internacional das empresas como alternativa nestes momentos de instabilidade”, afirma.

Ele ressalta, contudo, que o cenário global exige cautela. Segundo Caetano, será fundamental analisar detalhadamente os prazos para a retirada das tarifas de 40% e 10% aplicadas a produtos brasileiros e sua substituição por uma nova tarifa global de 15%, anunciada no sábado por Donald Trump.

Desempenho acima da média nacional

O crescimento de 9% na corrente de comércio do Rio superou a média brasileira, que ficou em 5% no mesmo período. O resultado indica maior dinamismo da economia fluminense no comércio exterior, mesmo diante de incertezas no mercado internacional.

O avanço ocorreu em um contexto de reconfiguração das cadeias globais, com tensões comerciais e mudanças nas políticas tarifárias de grandes economias. Para o setor industrial, a diversificação de mercados e produtos exportados tende a ser estratégica nos próximos anos.

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