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Começa hoje GLO para garantir segurança da Cúpula do Brics no Rio

Operação das Forças Armadas vai até 9 de julho e inclui bloqueios, vigilância com reconhecimento facial e patrulhamento em áreas estratégicas da cidade

Teve início nesta quarta-feira (2) a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro, mobilizando milhares de militares e agentes de segurança para proteger a Cúpula do Brics, que será realizada nos dias 6 e 7 de julho na capital fluminense. A medida foi oficializada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União na terça-feira (1º).

Com a autorização para o emprego das Forças Armadas até o dia 9, a operação envolve um grande aparato de segurança articulado entre os governos federal, estadual e municipal. O evento reunirá chefes de Estado de 11 países-membros do Brics — entre eles China, Rússia, Índia, África do Sul, Irã e Arábia Saudita — além de representantes de outras 10 nações parceiras.

Cerca de 17 mil agentes das polícias Militar e Civil foram destacados para a operação, segundo informou o secretário de Segurança do Rio, Victor Santos. Eles atuarão em pontos estratégicos como o Museu de Arte Moderna (MAM), Marina da Glória, Monumento Estácio de Sá, Hotel Fairmont Copacabana e nos hotéis onde estarão hospedadas as delegações internacionais.

“O que dá certo é a coordenação e integração entre as forças. Toda a tecnologia que o estado dispõe, como câmeras com reconhecimento facial, ajuda muito. Ter todas as forças presentes no centro de comando agiliza decisões e ações rápidas.”, destacou Santos em entrevista ao Globo.

Operação será monitorada no centro de comando na Praça Onze

No comando da GLO está o Ministério da Defesa, com apoio do Ministério da Justiça e participação dos órgãos de segurança pública do Rio. Um Comitê Executivo de Segurança Integrada Regional (Cesir) será instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Praça Onze, de onde serão monitoradas imagens ao vivo de câmeras urbanas, drones, helicópteros e câmeras corporais com leitura de placas e reconhecimento facial.

A Polícia Civil contará com 1.400 agentes, incluindo especialistas do Esquadrão Antibomba, peritos, agentes da inteligência, profissionais multilíngues e uma Central de Flagrantes extraordinária na Cidade da Polícia. A Polícia Militar empregará 15,5 mil agentes, incluindo equipes do Comando de Operações Especiais (COE).

Mudanças na cidade
A operação de segurança provocará alterações significativas na rotina dos cariocas. A Prefeitura decretou ponto facultativo na sexta-feira (4) e feriado na segunda-feira (7) para reduzir o fluxo de pessoas nas ruas. Estão previstos bloqueios temporários de trânsito nas principais vias expressas, proibição de estacionamento na orla de Copacabana e suspensão das áreas de lazer da Zona Sul e do Aterro do Flamengo.

A atuação das Forças Armadas também será visível nos arredores do Aeroporto Internacional Tom Jobim e em áreas marítimas consideradas sensíveis. Todo o planejamento segue o Plano Estratégico Integrado de Segurança da Presidência Brasileira do Brics 2025, inspirado no esquema adotado durante o G20, em novembro passado.

Com a GLO em vigor, o Rio se transforma em uma fortaleza para garantir a segurança de uma das mais importantes cúpulas internacionais do ano.

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