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Com dívidas de R$ 17,3 bilhões, Casas Bahia pede recuperação judicial

Casas Bahia

O grupo Casas Bahia confirmou fechamento de lojas e prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre. Dívidas chegam a R$ 17,3 bilhões

Após confirmar o fechamento de lojas, o grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. Conforme solicitação feita na noite do último domingo (16/8), foi registrado prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre, 18 vezes maior ante mesmo período do ano passado.

No total, a empresa tenta renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

Segundo o grupo, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.

“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, informou a empresa.

O grupo também cita, entre os fatores que agravaram a situação, as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.

O documento também inclui o pedido de recuperação judicial das outras empresas do grupo:

Esta não é a primeira vez que a Casas Bahia recorre à recuperação judicial. Em 2024, a companhia realizou recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.

Renúncia de executivos

Com pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo, o grupo Casas Bahia também comunicou mudanças na alta administração da empresa. O executivo Fábio Spina renunciou ao cargo de vice-presidente Jurídico e Tributário, depois de dois anos.

Para a função, foi nomeada Sírley Lima, executiva com mais de 20 anos de experiência e passagens por empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.

A Casas Bahia também informou a saída dos conselheiros Jackson Schneider e Rogério Calderón. Cláudia Quintella Woods assumirá uma vaga no Comitê de Auditoria Estatutário. André Luiz Helmeister integrará o Comitê de Finanças.

Demissões

O plano de reestruturação da Casas Bahia prevê o fechamento de 298 lojas (cerca de 28,7% da rede) e a demissão de 1,9 mil a 3 mil funcionários. O processo intensificou-se na semana passada, entre 13 e 14 de agosto de 2026.

Os cortes de funcionários e o fechamento dos pontos de venda foram divulgados pela imprensa.

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