Catequistas, semeadores de esperança

agosto 29, 2020 /

 

Por ocasião do seu dia, comemorado neste último domingo do mês de agosto, gostaria de dirigir-me a você, Catequista, para manifestar, em nome de toda a Diocese, a nossa gratidão pelo seu dedicado empenho missionário.

Na missão essencial de comunicar a Boa Nova de Jesus e de seu Reino, você, Catequista, foi escolhido(a) para ser testemunha diante daqueles que pretendem iniciar ou prosseguir um caminho de seguidores do Divino Mestre. Ele mesmo estabeleceu chegar aos corações de crianças, jovens, adultos e idosos através de porta-vozes da sua mensagem que é capaz de transformar a vida das pessoas e, consequentemente, do mundo. Ser anunciador da Verdade do Evangelho, num mundo carente de referências seguras, o compromete, caro(a) Catequista, com a vida de tantas pessoas e com a esperança para o mundo.

O seu trabalho é o da semeadura. O terreno deve estar preparado, pois a semente é sempre boa e tem força para produzir frutos abundantes. Semear é uma tarefa muitas vezes penosa, requer perseverança, paciência, cuidado e, sobretudo, esperança. É preciso esperar em Deus, que nunca falha, e esperar também no homem e na mulher que se dispõem a receber o dom divino. Mas não se esqueça que há muito terreno por aí que precisa ser encontrado. Hoje não se pode conceber um catequista fora da lógica missionária de uma Igreja que sabe ir ao encontro dos que não vêm.

A dinâmica da fé requer anúncio explícito. O que se comunica não é a pessoa do(a) catequista, mas Jesus Cristo. O que toca o coração e pode mudar a vida é a sua Pessoa. Já nos lembrava o Papa São Paulo VI que “não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados” (Evangelii Nuntiandi [EN], 22).

A catequese sempre procurará formas para que este anúncio seja eficaz e interpele a vida. Mas não se esqueça que método nenhum pode substituir o conteúdo. É preciso estar atento para que não aconteça essa inversão e a Evangelização fique enfraquecida.

Na sua missão de Catequista o testemunho de uma vida coerente com a mensagem evangélica é também insubstituível. São Paulo VI recordava que “o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, e se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas” (EN, 41).

Dessa forma, o(a) Catequista é sinal de esperança presente. Por sua palavra e seu exemplo ensina “as promessas feitas por Deus na Nova Aliança em Jesus Cristo: a pregação do amor de Deus para conosco e do nosso amor a Deus, a pregação do amor fraterno para com todos os homens, capacidade de doação e de perdão, de renúncia e de ajuda aos irmãos, que promana do amor de Deus e que é o núcleo do Evangelho; a pregação do mistério do mal e da busca ativa do bem. Pregação, igualmente, e esta sempre urgente, da busca do próprio Deus, através da oração, principalmente de adoração e de ação graças, assim como através da comunhão com o sinal visível do encontro com Deus que é a Igreja de Jesus Cristo”(EN, 28). Essas realidades presentes na missão do Catequistas significam um respiro para uma humanidade sufocada pelo egoísmo e por tantos outros males presentes.

Finalmente, quero lembrar a você, que a sua missão hoje deve encontrar formas de um maior compromisso com os irmãos e irmãs através do acompanhamento. Hoje, mais que nunca, se evidencia a necessidade de catequistas que trilhem juntos, com os catequizandos, o belo e árduo caminho da fé, nos acontecimentos da vida e da história presente. Como Jesus, com os discípulos de Emaús, ouvir e ser capazes de acolher os medos, as perguntas, o cansaço para poder iluminar a realidade com a luz que vem do coração de Deus em seu Filho Jesus.

Finalizando quero lembrar que o novo Diretório para a Catequese é um recurso importante na formação do(a) Catequista e pede de nós a realização de iniciativas para começar o seu aprofundamento.

Mais uma vez obrigado por se fazer companheiro de caminhada da humanidade.