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CNU 2025: governo divulga nesta segunda os locais das provas discursivas; veja como acessar

A seleção deste ano oferece 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais de até R$ 16,4 mil. Prova discursiva da segunda edição será aplicada neste domingo (7)

O Ministério da Gestão divulgará nesta segunda-feira (1º), às 16h, o cartão de confirmação de inscrição do Concurso Nacional Unificado (CNU) para os candidatos que farão a segunda fase do processo seletivo.

O documento informa o endereço onde cada candidato realizará as provas discursivas, marcadas para este domingo (7), que devem reunir cerca de 42,4 mil participantes em todo o país.

A seleção deste ano oferece 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam de R$ 4 mil a R$ 16,4 mil.

As provas serão aplicadas em 228 cidades distribuídas pelas cinco regiões do país. Segundo o Ministério, a segunda fase do concurso tem candidatos aprovados de todos os estados do país.

A lista completa das pessoas convocadas para a prova discursiva está disponível no próprio edital, divulgado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Os candidatos foram alocados nos locais de prova de acordo com o CEP informado no momento da inscrição. O cartão também traz dados como o número definitivo de inscrição, os horários das provas e eventuais informações sobre atendimento especializado ou uso do nome social.

COMO ACESSAR: O candidato deve entrar na mesma página utilizada para a inscrição: inscricao-cpnu.conhecimento.fgv.br. É necessário fazer login com os dados da conta gov.br e acessar a Área do Candidato.

Embora não seja obrigatório, o Ministério da Gestão e a Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso, recomendam levar o cartão impresso no dia da prova para facilitar a localização da sala.

Como será a estrutura da prova?

A prova discursiva será aplicada no mesmo dia para todos os blocos temáticos, mas o formato varia conforme o nível da vaga.

A divisão fica assim:

Em ambos os casos, a banca exige clareza, objetividade e domínio da norma culta.

A nota da discursiva será integrada à Nota Final Ponderada, sistema que atribui pesos diferentes a cada etapa e pode elevar significativamente o desempenho final.

Na prática, isso significa que um candidato mediano na prova objetiva pode melhorar sua classificação com um bom desempenho na discursiva — o que torna essa etapa especialmente estratégica.

O que será avaliado?

A segunda etapa do concurso segue regras específicas previstas no edital.

No nível superior, 50% da nota avalia o domínio técnico do conteúdo — precisão conceitual, atendimento ao enunciado e uso adequado dos temas de Conhecimentos Específicos. A outra metade corresponde ao uso da língua portuguesa, incluindo ortografia, coesão, coerência e estrutura textual.

No nível intermediário, toda a avaliação se concentra na qualidade da escrita e na capacidade de argumentação.

Como estudar?

Para se preparar, não basta memorizar: é preciso transformar conhecimento em texto, revisando os eixos do edital e identificando os temas mais cobrados.

A professora Leticia Bastos recomenda estudar com três pilares: revisão focada, treino e simulação. Revise conteúdos-chave, produza redações respeitando o limite de 30 linhas e o tempo da prova, e realize ao menos uma simulação completa.

No nível superior, foque em conceitos, classificações, políticas públicas e procedimentos específicos. No Bloco 5 (Administração), por exemplo, é comum aparecer gestão por competências.

Leia o edital com atenção, reforça Leticia Bastos. Confira o formato da prova, os eixos temáticos e os critérios de correção para planejar seus estudos.

Para escrever bem dentro de 30 linhas, a professora recomenda usar uma estrutura em quatro parágrafos: introdução, dois blocos de desenvolvimento e conclusão. Faça um rascunho com tese, argumentos e conclusão, distribua as linhas e use conectivos claros.

Equilibre conhecimento técnico e domínio da língua portuguesa. No nível superior, a nota se divide entre conteúdo e linguagem; no intermediário, 100% da avaliação recai sobre a escrita, orienta Leticia Bastos.

Na revisão final, dedique de 5 a 10 minutos para conferir o tema, a coerência e eventuais erros gramaticais, recomenda Leticia Bastos.

O que pode zerar?

Para evitar problemas, o candidato deve ficar atento às regras formais, que são eliminatórias. De acordo com o edital, a prova deve ser escrita exclusivamente com caneta esferográfica azul ou preta, de corpo transparente.

A folha definitiva não pode ter assinatura, marcas, símbolos ou qualquer elemento que permita identificar o autor.

Além disso, respostas fora do espaço delimitado ou ilegíveis recebem nota zero. O rascunho não será corrigido — apenas o texto final transcrito na folha oficial tem validade.

Quais são os horários?

Os portões serão fechados às 12h30, no horário de Brasília, e a prova começa às 13h. A partir daí, muda apenas a duração conforme o cargo:

Em ambos os casos, o candidato deve permanecer pelo menos uma hora na sala, entregar o cartão de respostas e a folha de textos definitivos ao final, e as três últimas pessoas da sala precisam permanecer juntas até a assinatura da ata.

O que pode ou não levar

Como foi a primeira fase?

A primeira etapa do CNU 2025, realizada no dia 5 de outubro, teve números expressivos e algumas mudanças em relação ao ano anterior.

Para reforçar a segurança contra fraudes, foram produzidas 36 versões diferentes da prova objetiva, com quatro modelos distintos para cada bloco temático.

Outra novidade foi a permissão de levar o caderno de questões para casa — mas apenas para quem permaneceu até a última hora do período total da prova.

As provas começaram às 13h, com durações diferentes:

Independente do nível, todos precisaram ficar na sala pelo menos duas horas antes de poder sair. A estrutura da objetiva foi dividida em duas partes:

O número de questões também variou:

Segudo o Ministério da Gestão, a participação de candidatos surpreendeu: quase 60% dos inscritos compareceram, reduzindo a abstenção para 42,8%, um índice muito menor que o de 2024 (54%).

Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país.

O menor índice de abstenção foi no Distrito Federal (30,8%); o maior, no Amazonas (51,2%).

A primeira fase, portanto, fechou com boa participação e reforçou a expectativa para a etapa discursiva, que agora decide o futuro dos candidatos.

Sobre o CNU 2025

A segunda edição do CNU organizou suas vagas em nove blocos temáticos. Com uma única inscrição, o candidato concorre a todas as vagas do seu bloco.

O títulos dos blocos são:

  1. Seguridade Social
  2. Cultura e Educação
  3. Ciências, Dados e Tecnologia
  4. Engenharias e Arquitetura
  5. Administração
  6. Desenvolvimento Socioeconômico
  7. Justiça e Defesa
  8. Intermediário – Saúde
  9. Intermediário – Regulação

Os salários vão de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível. Embora a maioria das vagas esteja em Brasília, há oportunidades em vários estados.

O CNU 2025 também trouxe uma mudança importante: agora todo o processo é regido por um único edital, facilitando o acesso às informações e a comparação entre blocos.

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