O governador Cláudio Castro defendeu o projeto de anistia, proposta que tramita no Congresso Nacional, e demonstrou seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, na manifestação desta tarde na Avenida Paulista. Além de Castro, outros chefes de Executivos estaduais compareceram: Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Jorginho Mello (Santa Catarina).
Nas redes sociais, Castro reforçou sua defesa da liberdade de expressão, um dos temas mais enfatizados no ato. Os manifestantes também cobraram que Bolsonaro, hoje inelegível até 2030, possa voltar a disputar eleições. Seus aliados frisaram que ele vem sendo alvo de uma perseguição, e que não há provas de que tenha participado de uma tentativa de golpe de Estado.
Comício vazio
O ato promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, neste domingo (29), gerou leituras contrastantes entre aliados e opositores. Enquanto dirigentes bolsonaristas minimizaram a baixa adesão e apontaram fatores externos para justificar o público reduzido, adversários políticos classificaram a manifestação como sintoma do enfraquecimento do ex-presidente.
Segundo levantamento do Monitor do Debate Político do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common, cerca de 12,4 mil pessoas estiveram presentes no auge do evento, às 15h40. A contagem foi feita com o uso de drones e inteligência artificial. O número representa menos da metade do público reunido no mesmo local em abril, quando 44,9 mil apoiadores participaram de ato semelhante. Em março, em Copacabana, foram 18,3 mil pessoas.
