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Chefes do Comando Vermelho voltam para presídio federal no Paraná

Marreta e Sam do Caicó deixaram Bangu e embarcaram neste sábado (26), para Catanduvas (PR)

Dois líderes do Comando Vermelho (CV) foram transferidos neste sábado (26) do presídio de segurança máxima de Bangu 1, no Rio de Janeiro, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. A remoção reforça a estratégia do governo fluminense de isolar chefes de facções criminosas em unidades federais para reduzir a influência dessas organizações dentro e fora das cadeias do estado.

Os detentos transferidos são Luiz Cláudio Machado, conhecido como “Marreta”, e Aleksandro Rocha da Silva, o “Sam do Caicó” — ambos considerados de altíssima periculosidade. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o transporte ocorreu por volta das 6h15, com embarque no Aeroporto Santos Dumont sob forte esquema de segurança. A custódia dos criminosos passou a ser responsabilidade da Polícia Penal Federal após a chegada ao Paraná.

Quem são os presos transferidos

Marreta tem uma condenação de 133 anos e 4 meses por crimes como roubo, sequestro e associação criminosa. Ele havia sido transferido de volta ao Rio em 2023, após decisão da Vara de Execuções Penais, o que gerou forte reação do governo estadual e do Ministério Público. Novos relatórios de inteligência apontaram que o criminoso continuava dando ordens de dentro da prisão, inclusive negociando a compra de fuzis como AR-15 e M4.

Já Sam do Caicó foi condenado a 147 anos e 3 meses, por envolvimento em homicídios, tráfico de drogas, ocultação de cadáver e roubos. Ele era apontado como chefe do Comando Vermelho na comunidade da Covanca, em Jacarepaguá.

Transferência faz parte de ofensiva contra o crime organizado

A decisão de transferir os dois chefes do CV faz parte de um esforço mais amplo do governo do estado para conter a atuação de facções criminosas dentro do sistema penitenciário fluminense. Desde outubro de 2023, foi criado um comitê de inteligência com a participação do governo do Rio e do Ministério Público, com o objetivo de identificar presos com perfil para serem enviados a presídios federais. A lista inicial incluía pelo menos 30 nomes.

Histórico de fuga e violência

Além do perfil violento, Marreta protagonizou uma fuga cinematográfica em 2013, escapando por um túnel de esgoto junto com outros 26 presos do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Bangu. Mesmo foragido, continuou comandando ações do Comando Vermelho até ser capturado no Paraguai, em 2014, numa operação internacional.

O nome dele também está ligado a episódios emblemáticos da criminalidade no Rio, como a queda de um helicóptero da Polícia Militar durante uma operação no Morro dos Macacos, em 2009, que resultou na morte de três policiais.

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