O governador Cláudio Castro (PL) afirmou, na última terça-feira (1º), que 90% dos fuzis apreendidos em 2024 foram produzidos nos Estados Unidos e chegam ao Brasil através do Paraguai, Colômbia e Chile.
Enquanto discursava na 15ª edição da LAAD Defence & Security, maior feira de segurança da América Latina, Castro citou o estudo do Instituto de Segurança Pública (ISP), que fez um levantamento da quantidade de fuzis apreendidos no Rio de Janeiro em 2024.
“O grande benefício para eles [bandidos], óbvio, a grande forma que eles têm de fazer é, infelizmente, pelo tráfico internacional de armas. O Rio de Janeiro, no ano de 2024, apreendeu 732 fuzis. O governo do Ceará, que tem os piores números do Brasil, apreendeu somente 78. As polícias do Rio de Janeiro apreenderam 15 mil armas no ano passado”, afirmou.
Ainda durante o discurso, o governador destacou a importância do papel da indústria armamentista no monitoramento do destino das armas, para que “não caiam nas mãos erradas”.
“É muito fundamental que a indústria entenda o seu papel na sociedade. Papel do controle, do monitoramento, de saber de quem está comprando e se preocupar para onde esses armamentos estão indo. Porque esses armamentos nas mãos erradas provocam a insegurança que atinge inclusive as nossas próprias famílias, que geram medo de sair de casa”, ressaltou.
Número histórico
No ano passado, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), o Rio de Janeiro alcançou uma marca histórica ao acumular a apreensão de 732 fuzis, uma média de dois armamentos retirados das ruas por dia. O número foi 20% maior que o registrado no ano anterior, em 2023, além de ser o maior da série histórica, iniciada em 2007.
Em 2025, apenas nos 45 primeiros dias do ano, apenas a Polícia Militar já havia atingido a marca de 116 fuzis apreendidos no estado. O número continuou a representar uma média de mais de dois armamentos retirados das ruas por dia.
Com informações do O Dia