Caso Henry: Dr. Jairinho e mãe são presos pela morte do menino

abril 8, 2021 /

A mãe de Henry Borel, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva e o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), foram presos na manhã desta quinta-feira (8), acusados de envolvimento na morte menino. De acordo com as investigações, Jairinho dava bandas, chutes e pancadas na cabeça do menino,morto no dia 8 de março.

As investigação apontam, ainda, que Monique soube, um mês antes da morte de Henry, que o vereador agredia o enteado. Além disso, a polícia diz que Jairinho, Monique e a babá do menino teriam mentido quando disseram que a relação da família era harmoniosa.

O laudo de necropsia aponta que o menino teve hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, e que o corpo da criança apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões.

Jairinho e Monique foram encontrados na casa de uma assessora do vereador, Bangu, na Zona Oeste do Rio. ​Ambos foram levados para a 16ª DP. Contra o casal foram cumpridos mandados de prisão temporária por 30 dias, expedidos pela juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri da capital.

Segundo os investigadores, a casa onde o casal estava era monitorada desde a última segunda-feira (5). Ao longo das investigações, o delegado Henrique Damasceno ouviu outras 16 testemunhas no inquérito, entre familiares, vizinhos e funcionários da família.

O inquérito aponta que menino chegou ao condomínio Majestic, no Cidade Jardim, levado pelo pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, por volta de 19h20 do dia anterior à morte.

Segundo o depoimento de Monique, ela teria dado banho no filho e o colocado para dormir no quarto que dividia com Jairinho. Por volta de 3h30, quando já tinham pego no sono após assistir uma série na televisão, depois disso disse ter encontrado, junto com o vereador, a criança caído no chão do cômodo, com pés e mãos gelados e olhos revirados.

Ao ser questionada durante seu depoimento, Monique afirmou acreditar que Henry possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama, se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão. Também na delegacia, Jairinho contou que, após ouvir os gritos da mulher, caminhou até o quarto, colocou a mão no braço de Henry e notou que o menino estava com temperatura bem abaixo do normal e com a boca aberta, parecendo respirar mal.

Aloma Carvalho