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Caso Henry Borel: Jairinho e Monique são ouvidos pelo júri nesta terça

Jairinhomonique

Interrogatórios dos réus marcam etapa final do julgamento; sentença pode ser anunciada até quinta-feira

O julgamento do caso Henry Borel chega à sua fase mais aguardada nesta terça-feira (2), com os interrogatórios de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairinho, réus pela morte do menino de 4 anos. Após nove dias de sessão no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, a expectativa é que a sentença seja conhecida nesta quarta-feira (3) ou, no máximo, na quinta-feira (4).

A audiência está prevista para começar às 10h. Por decisão da Justiça, Monique será ouvida antes de Jairinho, alterando a ordem inicialmente prevista para os depoimentos dos acusados.

A mudança foi autorizada pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro após pedido da defesa de Jairinho. Os advogados argumentaram que Monique atribui ao ex-companheiro a responsabilidade exclusiva pelo crime e, por isso, o depoimento dela deveria ocorrer primeiro para garantir o pleno exercício do direito de defesa.

Depoimentos dos réus ganham protagonismo na reta final

Os interrogatórios são considerados um dos momentos mais importantes do julgamento, já que permitirão aos jurados ouvir diretamente as versões apresentadas pelos dois acusados.

Monique Medeiros responde por participação na morte do filho. Jairinho é acusado de ser o autor das agressões que resultaram na morte da criança em março de 2021.

A expectativa é que os depoimentos dos réus sejam determinantes para a formação do convencimento dos sete jurados responsáveis pelo veredicto.

Após os interrogatórios, o julgamento entrará na etapa dos debates entre acusação e defesa.

Acusação e defesa terão mais de dez horas para sustentar teses

Encerrada a fase dos depoimentos, representantes do Ministério Público e assistentes de acusação terão entre duas horas e meia e três horas para apresentar aos jurados os argumentos que sustentam a denúncia.

Na sequência, as defesas de Monique e Jairinho terão o mesmo período para expor suas teses. Como existem dois réus, o tempo precisará ser dividido entre os advogados das duas bancas.

Posteriormente, a acusação poderá realizar uma réplica de até duas horas. As defesas, por sua vez, terão direito à tréplica pelo mesmo período, sendo uma hora destinada a cada acusado.

Com todas as manifestações previstas, a fase de debates pode ultrapassar dez horas de duração e ocupar praticamente um dia inteiro de julgamento.

Jurados decidirão autoria e responsabilidade dos acusados

Concluídos os debates, os sete integrantes do Conselho de Sentença responderão aos quesitos formulados pela Justiça sobre a materialidade e a autoria dos crimes.

As perguntas são elaboradas de forma individualizada para cada réu. A decisão será tomada por maioria de votos.

Após a votação, a juíza Elizabeth Machado Louro anunciará a sentença e, em caso de condenação, definirá a dosimetria das penas aplicadas aos acusados.

Mais de 20 testemunhas já foram ouvidas

Até esta segunda-feira (1º), o júri já havia ouvido 22 testemunhas, sendo 13 indicadas pela acusação e nove apresentadas pelas defesas de Monique e Jairinho.

Ao longo do julgamento, também foram dispensadas cinco testemunhas que inicialmente estavam previstas para depor.

Entre os ouvidos estão peritos, policiais, profissionais da área da saúde, ex-companheiras de Jairinho, funcionários do casal e pessoas próximas à família, cujos relatos ajudaram a reconstituir os acontecimentos que antecederam a morte de Henry Borel.

Os depoimentos apresentados desde o início do júri buscaram esclarecer as circunstâncias dos últimos meses de vida da criança e a responsabilidade de cada acusado no caso que mobilizou o país.

O que disseram os acusados ao longo do processo

Durante as investigações e em diferentes momentos do processo judicial, Monique Medeiros e Jairinho apresentaram versões distintas sobre os acontecimentos que culminaram na morte de Henry.

Monique Medeiros sustenta que não participou das agressões e atribui a Jairinho a responsabilidade pela morte do filho. A defesa afirma que ela também teria sido vítima de manipulação e violência psicológica durante o relacionamento.

Jairinho, por sua vez, nega ter agredido Henry Borel e rejeita as acusações apresentadas pelo Ministério Público. Seus advogados defendem a inocência do ex-vereador e contestam as conclusões da acusação.

Os interrogatórios desta terça-feira colocarmfrente a frente as versões finais dos dois réus antes da decisão dos jurados.

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